400 pedidos de liberação de queimadas no Juruá

Cerca de 400 pedidos de queima e desmate já foram feitos. A liberação dos pedidos de queima e desmate feitos no Imac de Cruzeiro do Sul começa na próxima semana. Desde maio 401 pedidos já foram feitos no Instituto de Meio Ambiente do Acre do Juruá. queimadasDSC01924

Segundo o chefe do escritório de Cruzeiro, Isaac Ibernom, Graças ao processo de desconcentração, determinado pelo governador Tião Viana, este é o primeiro ano que todo o processo de licenciamento é feito no Juruá. ”Evitando o deslocamento das pessoas até a capital garantimos economia para os usuários e maior celeridade nos processos”, explica o presidente do Imac, Fernando lima.

A maioria dos pedidos feitos no Juruá é para queimadas em projetos de Assentamento para agricultura familiar. Devido a uma Ação Civil Pública dos ministérios públicos Estadual e Federal, o Imac só pode licenciar queimadas nas cinco cidades do Vale do Juruá e só é permitida a queima de um hectare com a devida autorização do Instituto.

Izaac Ibernom, explica que os moradores de Cruzeiro do Sul, Mâncio Lima e Rodrigues Alves são atendidos no escritório de Cruzeiro. No dia primeiro de agosto foram enviadas equipes para fazer o licenciamento ambiental em Porto Whalter e Marechal Thaumaturgo. “Desse total de 401 pedidos 81 são de Porto Whalter, mas voltamos lá e em seguida iremos à Marechal Thaumaturgo”, relata Ibernom.

O licenciamento ambiental não será encerrado este ano. “Vamos manter o licenciamento por todo esse ano para atender a grande demanda que deve se apresentar” explica Izaac, lembrando ainda que o Instituto de Cruzeiro do Sul acaba de receber reforço de funcionários e técnicos para garantir o acompanhamento dos processos mais rapidamente.

Sobrevoos no Juruá

O monitoramento aéreo iniciado pelas regiões do Alto e Baixo Acre chegou ao Vale do Juruá. No primeiro sobrevoo foram detectados 58 pontos de desmate, broca e queima. Do total foram encontradas dez queimadas, que segundo o chefe da divisão de Atividades do Uso do Solo do Imac, Kassem Miguéis, seriam para expansão de pastagem para o gado.

O próximo passo do monitoramento é a ida das equipes de campo até as propriedades verificar a situação de cada uma. Izaac Ibernom, chefe do Imac em Cruzeiro do Sul lembra que apesar do Juruá ser a única região do estado liberada pelos ministérios públicos Estadual e Federal para as queimadas, as autorizações desse ano ainda não foram liberadas. O que pode ter ocorrido é que as queimadas podem ser ainda de liberações feitas em 2010 já que as licenças têm validade de um ano. “As equipes de campo é que vão ver caso a caso”, relata Izaac Hebron.

Na última sexta feira, 29, foram feitos os sobrevoos em Feijó e Tarauacá. Nas duas cidades foram detectados 184 pontos de desmate e queimadas. Cerca de dez pontos são de queima de campo para aumento do pasto nas propriedades. O monitoramento aéreo que começou há duas semanas se estenderá até setembro com um total de 12 sobrevoos. Nas regiões do Baixo e Alto Acre já foram detectados mais de 100 pontos de derrubada, broca e queimada. Agora as equipes da Controladoria Ambiental do Imac estão indo a campo ver a situação de cada propriedade