Áreas florestal e de fruticultura representam potencial parceria com a China

Após conhecer os principais empreendimentos do Acre, o embaixador da China no Brasil, Li Jinzhang, e representantes do setor bancário e empresarial tiveram a oportunidade de esclarecer as principais dúvidas quanto às áreas de maior interesse de cooperação.

Durante mais de duas horas estiveram reunidos com o secretário de Desenvolvimento Florestal, da Indústria, do Comércio e dos Serviços Sustentáveis (Sedens), Edvaldo Magalhães, e assessores especiais do governo. Foram feitos vários questionamentos sobre o sistema tributário, possíveis incentivos fiscais e setor florestal, entre outros. Também foi citada, durante a conversa, a evolução da cidade de Shenzen, que passou de uma pequena vila de pescadores a uma região metropolitana, com aproximadamente dez milhões de pessoas, e que se tornou a primeira Zona Econômica Especial da China.

Após a troca de informações, algumas áreas específicas foram definidas como potenciais alvos de parceria. O setor florestal e a fruticultura tiveram destaque. Embora a estadia tenha sido curta, o embaixador disse que ficou impressionado com o Acre. Para Shenzen, o estado conta com grandes condições para o desenvolvimento socioeconômico porque tem uma grande área florestal, povo trabalhador e recursos muito ricos e, especialmente, os dirigentes têm uma mentalidade muito aberta. “Durante minha visita ao Acre, nos últimos dois dias, posso dizer que os dois lados têm grande potencial de cooperação. Por exemplo, no processamento de madeira, produção de energia, aproveitando os resíduos da madeira e processamento do açaí”, pontua.

Após 20 dias, o governo do Acre vai apresentar um portfólio de informações de oportunidades aos chineses, que pretendem enviar comitivas de empresários de cada setor dos interesses levantados neste encontro, para conversar pessoalmente com empresários e o setor público. “Foi uma agenda muito produtiva e focada nas áreas que temos interesse em desenvolver e alavancar e que também estão dentro de suas necessidades, das quais eles têm demanda. Portanto, temos interesses comuns e já vamos dar o próximo passo no sentido de fazer conversas muito objetivas com os investidores diretos dessas áreas específicas”, conclui Edvaldo Magalhães.