No Quinari, casal colhe primeiras safras de mamão papaya

Darlinda Cassiana Silva e Francisco Bibiano Bezerra moram há dois anos no Projeto de Assentamento Pirã de Rã, na zona rural de Senador Guiomard. Em seis hectares, e com ajuda do filho adolescente Jonas, sobreviviam  com o benefício de um programa federal de assistência, somado ao trabalho de plantar e revender macaxeira. Hoje a família vive um novo momento: está na terceira safra de mamão. Com o apoio do governo do Estado, por meio da Secretaria de Estado de Pequenos Negócios (SEPN), diversificaram a produção e conquistaram a oportunidade de ter uma renda maior.

“A gente não sabia mexer com outras plantas, e a única coisa que aprendeu com nossos pais foi plantar macaxeira. Quando muito, um produto diferente era vender a farinha e de vez em quando eu fazia alguns bolos, que vendia aqui na vizinhança mesmo”, conta a produtora.  No entanto,  na propriedade ainda existe a plantação de macaxeira, porque a tentativa de plantar o mamão foi experimental, devido ao desafio e incentivo governamental, mas agora o casal já fala em aumentar a produção: “Agora a gente tem mais entendimento. A macaxeira dá de 100 a 200 reais – com o mamão, são 200 caixas por mês”, ressalta.

Para o plantio do mamão papaya, foi necessário o apoio técnico da equipe de engenheiros agrônomos da SEPN, pois, por ser terreno de reforma agrária, o solo estava cansado, já que anteriormente era pasto. A terra foi preparada. A Universidade Federal do Acre (Ufac) realizou a análise do solo, a Embrapa doou calcário e adubos para a correção da acidez do terreno e o Viveiro da Floresta forneceu as mudas. O cultivo foi iniciado no fim de abril de 2013 e o resultado são 1.600 pés de mamão, que produzem um fruto tipo exportação.

Após nove meses de acompanhamento, em fevereiro deste ano, foi realizada a primeira colheita: 16 caixas de mamão. Hoje é a terceira safra, e em dois dias foram colhidas mais 40 caixas. “E ainda tem muito mamão para colher, chega dá gosto de ver os pés de mamão, todos carregadinhos”, afirma. A secretaria está intermediando a venda, mas atualmente a produção é vendida integralmente na Ceasa, em Rio Branco.

[foto: Val Fernandes – secom]