BNDES escapa de Armínio e Aécio e dá lucro de R$ 7,4 bi

 

Não só o BNDES se livrou de Aécio e Armínio Fraga, mas o Brasil e o povo brasileiro – jrbranab

A lucidez da maioria fez isso – jrbranab

Autor: Fernando Brito, extraído do tijolaço

Lembra que Aécio Neves prometia acabar com a “má administração” do BNDES, que seu ex-quase-futuro Ministro da Fazenda, Armínio Fraga pretendia encolher e que nem sabia muito bem o que “ia sobrar dele”.

Pois ontem à noite divulgou-se o balanço do terceiro trimestre do banco.

Lucro de  R$ 7,399 bilhões nos nove meses de 2014, até setembro. Alta de 51,4% em relação ao registrado no mesmo período de 2013, quando o lucrou R$ 4,886 bilhões.

Foi, para o período de janeiro a setembro, o segundo maior lucro da história do banco(o primeiro foi de R$ 7,866 bilhões, em 2011).

Basta olhar no gráfico para ver que, com mais um trimestre, vai encostar ou superar os melhores resultados já registrados, em tempos de maior atividade econômica.

E a história tucana do “bolsa empresário”?

Crescimento de 130,6% do resultado financeiro das participações societárias do Banco.

Inadimplência dos tomadores de empréstimo: 0,07% de toda a carteira de investimentos.

Diz o BNDES, no comunicado que fez ao mercado financeiro:

“(…) nível extremamente baixo, com destaque para a boa qualidade dos financiamentos do BNDES, com 99,8% dos créditos classificados entre os níveis de risco AA e C. Comparativamente, essa proporção é de 93,1% para o conjunto do Sistema Financeiro Nacional.”

O Banco é quase a única alternativa, neste país, para investimentos de médio e longo prazo. E, mais recentemente, para a micro, pequenas e médias empresas, que não encontram crédito no mercado com facilidade.

Pretender destruí-lo, mesmo como fonte de financiamento para grandes empresas em seus projetos de expansão ou internacionalização é trabalhar contra o desenvolvimento brasileiro.

Bom mesmo, para os tucanos, era um BNDES que financiava os empresários para comprar o que já era brasileiro, e público: as nossas estatais.

[publicado no tijolaço]