Governo desmente senador e delator Delcídio Amaral

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Imagem/foto do G1

O ministro José Eduardo Cardozo afirmou em entrevista coletiva nesta quinta-feira (3) depois de cerimônia de transmissão de cargo, que, se houve, a delação de Delcídio é um “conjunto de mentiras”.

Nesta quinta-feira (3), a revista IstoÉ noticiou que o senador firmou com a Procuradoria Geral da República (PGR) um acordo de delação premiada no qual fez acusações ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e à presidente Dilma Rousseff.

Para Cardozo, é um desejo de vingança contra a Presidenta. “Afirmo que, se houve mesmo delação, o senador mentiu para os seus pares no Senado. Uma delação pode dizer a verdade, pode dizer verdade seletiva ou pode ser só de mentiras. É fácil enxaixar versões a posteriore”, confirmou Cardozo.

“É inconsistente. Ele tenta criar situações para sair da prisão e vingar aqueles que poderiam ajudá-lo tirar da cadeia”, afirmou.

Mais cedo, o ministro da Casa Civil, Jaques Wagner, disse que, na suposta delação, “tem muita poeira e pouca materialidade”.

Segundo Cardozo, a delação “não sobrevive a lógica”.

“Ele cita uma conversa entre mim, a Presidenta e o Ricardo Lewandowski [presidente do STF] em Portugal. Se fosse para mudar rumo da Lava Jato, não seria com o Lewandowski e sim com o Teori. Não tem lógica nem nexo. Um Governo que nomeou três ministros teria negociado só com um no STJ. E outra, a Dilma nunca se reuniu com o Delcídio para escolher ministro do STJ”, garantiu.

Alisson Matos, editor do C Af