MBittar é a certeza das incertezas

tv acre

 

[Por que MBittar fica na ponta dos pés durante o debate?]

 

Foi, como de resto no Brasil, a campanha mais acirrada dos últimos anos no Acre.

De duas forças que disputam o poder do Estado.

O PT e a Frente Popular, com muitas virtudes e que mudou o Acre na última década e meia.

E o PSDB/PMDB e a certeza de que a prioridade será o retorno ao passado do amadorismo e da improvisação.

Tião Viana é o Acre dos celulares e smartphones com sistemas IOS e Android .

MBittar é o Acre da máquina de escrever na antiga pocilga onde funcionava o que a Oposição denominava de  Palácio das Secretarias.

É isso:

Tião Viana é a possibilidade das conquistas acreanas se consolidarem e avançarem.

MBittar é a escuridão de um modelo falido e que insiste em retornar ao poder.

Sobre o debate:

A TV Acre insiste no jeito antiquado.

Made in – ainda – Tufic Assmar.

Até na estética.

Os candidatos ficam um ao lado do outro.

Quando deveriam ficar frente-a-frente, um olhando para o outro.

Com certeza o pessoal da emissora não viu o debate realizado no Rio de Janeiro.

Bem mais dinâmico e com jeito mesmo de debate.

Os candidatos conversando um com o outro.

E com o mediador quase não intervindo em nada, pois os candidatos sabiam o tempo das réplicas e tréplicas sem ser preciso a ajuda do profissional da TV.

 
Quer assistir o debate, acesse aqui

Post Scriptum: uma sugestão ao TRE: não precisa mais impor a Lei Seca. Isso é uma coisa anacrônica. Vários estados do Brasil não adotam mais (ES e SC agiram assim no 1º Turno)

Post Scriptum: que saudade do Brazinha (Primo Rico), que em dia de votação fazia a diferença.

 



A vida como ela é…

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Marina 45
chegou!

Para votar no tucano Aécio Neves!

Viva!

 


 

[Quando a imprensa é pior que os piores bandidos e corruptos]

 

Veja seria cômica, se não fosse criminosa

veja

 

Autor: Fernando Brito

A revista Veja seria ridícula, como a comparação das capas acima – a que vai para as bancas amanhã e a que envia, pelo Fecebook, meu velho professor da Escola de Comunicação Evandro Ouriques.

Seria, se não fosse criminosa.

Numa edição cuidadosamente proeparada ela narra, como se o seu repórter estivesse lá, a cena.

Alberto Youssef, que está preso desde março – há mais de seis meses, portanto – chega, anteontem, a quatro dias da eleição, para o seu milésimo interrogatório na Polícia Federal – que parece, aliás, uma instituição dirigida pela Editora Abril –  e, sem mais nem porque, faz-se-lhe uma pergunta extremamente precisa: qual era o “nível de comprometimento de autoridades no esquema de corrupção na Petrobras”.

E o doleiro, “um bandido profissional” como o define o juiz Sérgio Moro – diz, sem mais circunstâncias: “O Planalto sabia de tudo”.

Quem no Planalto? – pergunta o delegado e  ele:

Lula e Dilma!

Que primor!

Que pérola de jornalismo, que espetáculo de responsabilidade!

Nem o advogado do doleiro, íntimo dos tucanos, confirma a história e diz que ninguém de sua equipe ouviu Youssef dizer isso.

O curioso é que Fábio Barbosa, presidente da empresa que edita a Veja esteve sentado na cadeira de Conselheiro de Administração da Petrobrás durante quase todo o tempo (2003 e 2011) em que Paulo Roberto Costa foi diretor e apresentou-lhe contas, e não sabia de nada.

Um pilantra de quinta categoria, várias vezes condenado – e agora, ao que parece, destinado a ser absolvido de tudo, inclusive da lavagem de dinheiro de drogas, como foi, esta semana – diz, está dito.

E o nosso ministro Dias Tóffoli, pobre alma simplória, vai promovendo reuniões para os candidatos não se atacarem na campanha…

E se, por acaso, o TSE condena a Veja a dar direito de resposta a quem a acusa, acorre, pressuroso, o Ministro Gilmar Mendes para derrubar a decisão e dizer: não, não, viva a liberdade de imprensa…

Vivemos num país onde a mídia pratica, impune, banditismo, não jornalismo.

E isso, infelizmente, ao contrário da brincadeira com a capa da Veja, não é piada.

 


 

Por hoje, FIM