Um mandato tomado à força (Pelos militares da Ditadura e seus apoiadores do Acre)

Mas antes do texto principal…

Prepare o seu coração

Pras coisas que eu vou contar..

[…porque gado a gente marca, tange, ferra, engorda e mata, mas com gente é diferente…]

Eu venho lá do sertão, eu venho lá do sertão

Eu venho lá do sertão e posso não lhe agradar

Aprendi a dizer não, ver a morte sem chorar

E a morte, o destino, tudo, a morte e o destino, tudo

Estava fora do lugar, eu vivo prá consertar…

Vídeo de Jair Rodrigues cantando Disparada (venceu festival da Record (a Globo da época) em 1966.


Um mandato de governador tomado à força

foto aleac principa
fotos:joãosimão/agenciaaleac

O mandato do primeiro governador eleito do Acre (José Augusto) foi tomado pela Ditadura, que (des) mandou o Brasil de 1964 a 1985.

Aqui no Acre também os estragos desse período ainda são sentidos até os dias atuais.

Uma casta conservadora e autoritária mandou no Estado por muito tempo sem que ninguém a incomodasse.

Alguns de seus apoiadores (já velhos), hoje em dia, mudaram de posição e falam em democracia, mas foram apoiadores do arbítrio do regime.

A Comissão da Verdade, criada pela presidenta Dilma, tenta dar resposta às perguntas que a sociedade faz há muito tempo.

No Acre, os torturadores também deram as cartas.

Não é à toa que ainda hoje se fala – nos meios policiais e em parte da sociedade – frases do tipo ‘naquele tempo bandido falava logo’ ou ‘hoje a gente não pode nem triscar no delinquente que os Direitos Humanos logo aparecem’.

Tudo resquício da violência – violência de Estado – que o povo brasileiro teve que suportar por mais de duas décadas.

Porém, nunca sem lutar.

Ontem, na Assembleia Legislativa, que tem uma composição política  conservadora – até certo ponto chega a ser retrógrada – aprovou a (proposta do deputado comunista Eduardo Farias) devolução simbólica do mandato de José Augusto, cruzeirense que derrotou nas urnas os mandachuvas da época, todos apoiadores da Ditadura.

Com todos os seus defeitos inerentes à nossa sociedade, os deputados fizeram algo de positivo e didático (Poucos deputados, é verdade… É só ver as fotos para comprovar que a  maioria deles nem na sessão estava. Porque não compreendem o valor simbólico e histórico de um gesto desses).

Mas, enfim, o Poder Legislativo disse claramente que reprovou o Golpe da Ditadura que cassou o mandato de um governador eleito pela maioria dos eleitores do Acre e o devolveu à viúva e à família.

‘E ao povo do Acre’, especialmente, como declarou o autor da proposta Eduardo Farias, do PCdoB.

Porque, aqui pra nós, o Acre, por estar muito mais ‘distante’ àquela época (comunicação e acessos eram precários) dos centros políticos do Brasil sofreu horrores com os nomeados interventores da Ditadura que faziam e aconteciam nesta terra.

Menos mal que esta folha arrancada da política local foi encontrada – e reposta –  na página devida do Livro da história do Acre.

Para que nunca mais Ditadura nenhuma se estabeleça na nossa sociedade.



Elas pedem ao TRE que lance campanha por Mais Mulheres na política
foto tre e mulheres

E o presidente do Tribunal Regional Eleitoral, Adair Longuini, foi bem receptivo com o pleito delas.

Em nível nacional, o TSE já lançou (assista abaixo) um anúncio na TV chamando as mulheres para participar em pé de igualdade com os homens na política.

Porque isso é o certo.

E também, é histórico: as mulheres acreanas têm a política nas veias.

Vídeo TSE



Fique esperto, Soldado da Borracha, com os picaretas!


O alerta é da deputada Perpétua!

1 – Não precisa fazer cadastro em lugar nenhum;
2 – Não precisa nem deve assinar nenhum papel;
3 – Não precisa pagar ninguém, nem mesmo advogados para receber os 25 mil;
4 – Não permitam nenhum tipo de desconto ou contribuição que seja retirado desses 25 mil.
5 – Quem recebe? todos aqueles que hoje já recebem a aposentadoria “soldado da borracha”.
6 – O governo Dilma deverá marcar data do pagamento. Já estamos nas tratativas de negociações.



Vídeo – Jorge Viana vai pra cima do DNIT e Ministério dos Transportes


‘A Amazônia não tem endereço em Brasília.’

E não tem mesmo.

Foi assim que o senador do  Acre, do PT, começou a falar na sessão de ontem, quinta..

Jorge fez esse preâmbulo para cobrar o Ministério dos Transportes e seu DNIT  que, parece, que para Amazônia tudo é mais difícil.

É aquela história…

Se deixar sem pressão vai passar o ano e não vão tomar providências para recuperar os estragos da BR-364 entre o Acre e Rondônia.

Assista o discurso aperta o DNIT do senador Jorge Viana.

10 minutos somente.

Em tempo: o DNIT informa que hoje, sexta, vai decidir o dia que vai começar, enfim, a recuperar o trecho da BR-364, entre o principado de Sena e a capital.

Aleluia!

VídeoJorge Viana


Por hoje, FIM