Rio Madeira: os coxinhas estão torcendo por tragédia, mas o nível permanece muito abaixo da cota de alerta

Os boludos e coxinhas estão na torcida para que se repita a tragédia do começo do ano, quando as águas do Rio Madeira invadiram parte da BR-364, em Rondônia, isolando o Acre, por terra, do restante do país.

São os mesmos de sempre.

Que perderam as eleições e continuam pedindo votos no palanque.

Mas a Defesa Civil tranquiliza: o nível está muito abaixo da cota de alerta

J R Braña B.

Da Ag do Gov:

Rio Madeira continua bem abaixo da cota de alerta

A Defesa Civil do Acre informou na terça-feira, 9, que o nível de profundidade das águas do Rio Madeira continua bem abaixo da cota de alerta e, consequentemente, de atingir a BR-364 nos trechos entre Rio Branco e Porto Velho. Nesta manhã, o rio registrou 10,17 metros. A cota de alerta é de 16,69 metros. Para atingir a BR-364 é necessário que o nível das águas ultrapasse 17 metros de profundidade.

Segundo o chefe da Defesa Civil Estadual, coronel Carlos Gundim, o nível do rio acima da média no mês de dezembro é, na verdade, resultado cumulativo das chuvas de outubro, quando foram registrados 480 milímetros de precipitação. Já em novembro houve apenas 191 milímetros. Em dezembro, até agora, foram registrados 85 milímetros de chuva sobre o Rio Madeira. Para o Sistema de Proteção da Amazônia (Sipam), a média em dezembro deve ser menor que em novembro.

O coronel Gundim alerta para a quantidade de boatos que estão circulando e que podem levar a população a acreditar que outra cheia histórica do Rio Madeira, como a registrada no começo de 2014, já esteja prestes a acontecer. “Ainda estamos muito longe de um quadro semelhante àquele. Pessoas irresponsáveis estão divulgando informações sem nem mesmo entrar em contato com a gente. A Defesa Civil está aberta a prestar qualquer esclarecimento”, conta o coronel.

Membros da Defesa Civil do Acre se preparam para ir na próxima segunda-feira, 15, a Porto Velho. Uma reunião entre os governos de Acre e de Rondônia, Sipam e Agência Nacional de Águas (ANA) será feita para que sejam discutidos o comportamento climático da região e o trabalho de observação do Rio Madeira.