Renda real do trabalhador cresceu mais de 33% desde 2003, aponta IBGE

Em 12 anos o número de trabalhadores com carteira assinada cresce 59,6%, também segundo o mesmo IBGE –
J R Braña B.

Foi divulgado pelo IBGE

A média anual da renda da população ocupada do País, descontada a inflação, cresceu 33,1%, entre 2003 e 2014, segundo dados da Pesquisa Mensal de Emprego (PME) divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). A renda média passou de R$ 1.581,31 para R$ 2.104,16 no período, o que significa acréscimo de R$ 522,85,

Apenas em 2014, a média anual do rendimento habitual real da população ocupada (R$ 2.104,16) cresceu 2,7% em relação a 2013 (R$ 2.049,35). A população ocupada compreende as pessoas que tinham trabalho na semana anterior à realização da pesquisa, ou seja, os indivíduos que tinham um patrão, os que exploravam seu próprio negócio e os que trabalhavam sem remuneração em ajuda a membros da família.

Serviços domésticos tiveram maior aumento
Entre 2003 e 2014, o rendimento habitual real nos serviços domésticos teve o maior aumento (69,9%) entre os grupamentos de atividade pesquisados pela PME. Em dezembro do ano passado, o rendimento médio habitual dos ocupados era R$ 2.122.10.

No mês, houve recuo de 1,8% em relação a novembro (R$ 2.161,93) e alta de 1,6% contra dezembro de 2013 (R$ 2.089,57).

A média anual da massa de rendimento real mensal habitual em 2014 (R$ 49,3 bilhões) cresceu 3,0% em relação a 2013 e 66,0% na comparação com 2003.

Considerando apenas a taxa mensal, em dezembro de 2014, a massa de rendimento real habitual (R$ 50.015 milhões) caiu 2,4% em relação a novembro (R$ 51.243 milhões) e subiu 1,4% em relação a dezembro de 2013 (R$ 49.307 milhões).

Já a massa de rendimento efetivo (R$ 55.180 milhões) cresceu 7,2% em relação a outubro (R$ 51.467 milhões) e cresceu 5,5% contra novembro de 2013 (R$ 52.297 milhões).