Dilma: os golpistas têm medo da Democracia

“O novo está nas ruas e nos movimentos sociais”

Autor: Conversa Afiada

Em seu discurso na comemoração dos 35 anos do PT,  a Presidenta Dilma Rousseff reforçou o papel da Petrobras no desenvolvimento do país e garantiu a continuação do modelo de partilha para o pré-sal.

“A Petrobras é a empresa que mais contrata e mais investe no país. Na terça-feira, a Petrobras ganhou o maior prêmio na área do petroleo, equivale ao Oscar do petróleo. Essa é uma conquista histórica, após desenvolver uma tecnologia para explorar o pré-sal”, revelou a Presidenta nesta terça-feira (6), em Belo Horizonte.

“Nós continuaremos a acreditar no modelo de partilha e de conteúdo nacional”, continuou.

Dilma também comentou as investigações da Operação Lava Jato. “Nunca antes na história desse país se combateu tanto a corrupção. Não tratamos Procurador como engavetador geral da República”.

E refutou qualquer tentativa de golpe. “Os que são inconformados com o resultado das urnas só tem medo da democracia. Temos força para resistir ao oportunismo e golpismo. Estamos juntos para vencer de novo e a cada dia. Nós temos força para enfrentar a reação dos que buscam voltar atrás”.

A Presidenta apontou os motivos que a levaram a fazer os ajustes na economia.

“Os ajustes são necessários para que a gente amplie as oportunidades e tenhamos forças para. As mudanças dependem da estabilidade e credibilidade na nossa economia”.

“Devemos garantir o controle da inflação, das contas públicas Ninguém faz essas alterações por elas. Nós queremos uma garantia de sustentabilidade, do aumento do emprego e do aumento de renda”.

“Esses passos em direção de um reequilíbrio fiscal visam sobretudo preservar nossas políticas sociais”, contou Dilma.

Dilma, como já havia feito na primeira reunião ministerial, disse que é “preciso travar a batalha da comunicação”.

“Não podemos permitir que a falsa versão se crie. Temos que reagir aos boatos. Temos que travar a batalha da comunicação”.

Lula critica o PiG

O Presidente Lula se disse “indignado” com a condução coercitiva da Polícia Federal, na condução do depoimento de Luiz Vaccari, secretário nacional de finanças do partido.

Lula também criticou a imprensa e a oposição diante dos desdobramentos da Operação Lava-Jato. “O critério adotado pela mídia é o da criminalização do PT desde que nós chegamos ao poder. Eles trabalham com a convicção que é preciso acusar o nosso partido.”, afirmou.

“Nossos adversários não se incomodam que essa campanha já tenha causado enormes prejuízos à Petrobrás e ao país. Querem  paralizar o Governo”.

Lula ainda declarou apoio à política econômica adotada no segundo governo da Presidenta Dilma. “Dilma, faça o que tiver que fazer. Você tem obrigação de governar para o povo brasileiro”.

E acusou o partido de “trocar a porta da fábrica por gabinetes”. “Não podemos esquecer que o PT nasceu para ser diferente. E resgatar esse espírito é o nosso grande desafio nesse momento”.

Defesa do legado e Reformas

Rui Falcão, presidente do partido, convocou a militância a defender o legado dos governos de Lula e Dilma e reiterou a necessidade do PT voltar à sua base.

“Primeira tarefa é defender o Governo da Presidenta Dilma, responder aos ataques e nos contrapor às pressões conservadoras dentro e fora do Congresso Nacional”, disse Falcão.

“O PT não pode encerrar-se em si mesmo. Devemos mobilizar a população para defender o nosso projeto e fazer as reformas estruturantes”, prosseguiu.

“O PT precisa reatar com os movimentos sociais, com a juventude”, completou.

Ele ditou o que deve ser as prioridades do segundo mandato da Presidenta. ” A reforma política, reforma agrária, lei das mídias, reforma tributária e os ajustes que são precisos fazer, mas sem mexer nos direitos”, citou.

“A Dilma se comprometeu com a regulação econômica da mídia que acabe com monopólios e ologópolios. O ministro Berzoini já está pondo em prática”, lembrou.

Sobre a reforma política, ao afirmar que é contra ao financiamento privado de campanhas, soltou: “A prioridade absoluta é barrar o nefasto projeto que introduz o voto facultativo e distrital e defende o financiamento privado”.

Na economia, “as reformas tributária e fiscal devem instituir a inversão do peso entre impostos direitos e indiretos”, opinou.

“Nada de arrocho, de recessão, cancelamento de direitos e desemprego”.

 

Publicada no Conversa Afiada, de PHA