Brito: A fraude do ‘acordo político’ de Bolsonaro

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oestadoacre reproduz Fernando Brito destruindo informação da Globo de que três figuras do governo Bolsonaro, sem expressão e capital político, teriam ido a São Paulo pedir trégua ao ministro do STF, Alexandre de Moraes.

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A fraude do ‘acordo político’ de Bolsonaro

 

Por Fernando Brito (tijolaço)

Noticia a Globo que três ministros do Governo Bolsonaro teriam ido a São Paulo “negociar um armistício” com o ministro Alexandre de Moraes: André Mendonça (Justiça e Segurança Pública), Jorge Oliveira (Secretaria-Geral) e José Levi (Advocacia-Geral da União).

Nada mais falso.

Nenhum deles tem peso político ou autoridade moral para este tipo de “embaixada”.

Alguém acha que algum deles, ou mesmo a trinca, têm ascendência sobre o presidente ou seriam capazes de dirigir os seus atos e assumir, no “fio do bigode”, algum compromisso em seu nome? São, apenas, burocratas que encontraram neste Governo a oportunidade de ascender a postos que, em condições normais, jamais alcançariam.

Fazem o que lhes mandam, mas não mandam no que se faz.

Jair Bolsonaro não tem um núcleo político-jurídico em torno de si. O que poderia ter sido papel de Gustavo Babianno e de Sérgio Moro jamais teve dele o aval para ser ocupado por ninguém.

Não vai portanto, um ministro ou mesmo o STF, coletivamente, negociar “armistícios” fora dos autos de algum inquérito e muito menos no plano amplo da política.

A interlocução “política” crível de Bolsonaro é a dos militares de seu governo e ela significaria a tutela expressa do presidente da República por eles.

Na prática, o comando do comandante pelos, em tese, comandados.


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