‘Irreparável ilicitude de Moro’: JN esconde criticas duras e constatação do STF

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Jornal Nacional esconde críticas mais duras do STF a Sérgio Moro e lê nota do ex-juiz

Lewandoski disse que Moro influenciou eleição de 2018 e “violou sistema acusatório”, enquanto Mendes apontou prática de “irreparável ilicitude”; os dois trechos não apareceram no telejornal

O Jornal Nacional, da TV Globo, desta terça-feira (4), minimizou às críticas feita pelos ministros da 2ª Turma do Supremo Tribunal Federal ao reconhecer quebra de imparcialidade por parte do ex-juiz federal Sérgio Moro em processo contra o ex-presidente Lula.

“A segunda turma do Supremo Tribunal Federal atendeu a um pedido da defesa do ex-presidente Lula e retirou a delação do ex-ministro Antonio Palocci de uma ação contra ele na Lava Jato”, disse o apresentador William Bonner na abertura da matéria.

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Na reportagem, conduzida por Marcos Losekann, o telejornal deu mais destaque à posição do relator Edson Fachin, que foi derrotado na 2ª Turma, e às acusações contra Lula do que às considerações dos ministros Ricardo Lewandoski e Gilmar Mendes, que acataram o Habeas Corpus da defesa e criticaram Moro. O termo habeas corpus, inclusive, não foi mencionado.

Os trechos mais fortes das falas dos ministros também foram omitidos. O telejornal destacou as declarações de que houve “inequívoca quebra de imparcialidade” e que Moro tentou criar “fato político”.