Água molecular encontrada na Lua

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Público/Reuters

A agência espacial norte-americana NASA anunciou esta segunda-feira a descoberta de “hidratação generalizada” na superfície lunar. Um outro estudo que olhou para as “armadilhas frias” na Lua permitiu concluir que há 40.000 quilômetros quadrados com capacidade de prender água no satélite natural.

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REUTERS/AMR ABDALLAH DALS

O peculiar observatório estratosférico da agência espacial norte-americana que está instalado num Boeing 747 adaptado trouxe boas novas sobre a Lua.

As ondas infravermelhas do SOFIA (sigla do inglês para Stratospheric Observatory for Infrared Astronomy) confirmaram a presença de moléculas de água na superfície lunar.

Além da detecção inequívoca de água molecular (H2O) na Lua, os cientistas também encontraram áreas na sua superfície onde a água pode estar “presa” de forma estável, zonas que são conhecidas como “armadilhas de frio”.

Estas descobertas podem ter implicações em futuras missões à Lua que consigam aceder a estes reservatórios de gelo.

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As duas descobertas, adianta o mesmo documento, “indicam que a água é eficientemente produzida ou entregue na Lua por vários processos, e é provável que seja armazenada nas armadilhas frias da Lua em ambas as regiões polares”. Conclui-se ainda: “A presença de água pode ter implicações para futuras missões lunares que visem e acedam a estes potenciais reservatórios de gelo.”

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