Narciso Mendes: JSP-Jornalismo sem partido

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oestadoacre reproduz artigo de Narciso Mendes, que trata sobre a imprensa e suas preferências – ressalta-se, desde sempre – por um lado/interesse da notícia.

-No Brasil, os jornalistas são piores que os seus patrões – Mino Carta.



JSP – Jornalismo sem partido

 

Narciso Mendes

narcisoNo Brasil, não apenas ou internautas, sim e também, boa parte dos nossos jornalistas agem como cabos-eleitorais.

Quis custodiet ipsos cutodes?”. Esta frase, expressa em latim, foi produto da extensa e boa lavra do poeta romano Juvenal. Traduzindo-a para posteriores interpretações: “quem há de vigiar os próprios vigilantes” ou  “quem fiscalizará os próprios fiscalizadores?.

Infelizmente, em relação aos nossos veículos de comunicação e aos seus jornalistas, justamente o assunto que trago ao debate, enquanto formadores da nossa opinião público, jamais poderiam fazer a defesa intransigente dos nossos governantes e tampouco tornarem-se opositores sistemáticos, a não ser que, fundados em fatos. Portanto, sou plenamente favorável ao JSP: jornalismo sem partido.

No nosso país, já há bastante tempo e, sobretudo, presentemente, estamos vivendo o auge do jornalismo partidário, e porque não dizer, das notícias previamente encomendadas e bem ao gosto de quem as encomenda e, por certo, muito a contragosto daqueles que são agredidos.

Este tipo de jornalismo precisa ter fim. Do contrário, o quarto poder, como assim chegou a ser chamada a nossa imprensa, se prestará para atender os interesses das torcidas partidárias, geralmente fanatizadas.


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Não votei no então candidato Jair Bolsonaro e faço severas críticas ao seu governo, ainda assim, discordo das grotescas e irresponsáveis agressões que lhes são feitas, e não por acaso, pelos nossos principais veículos de comunicação e seus mais renomados jornalistas. De igual modo, discordo do puxa-saquismo de alguns outros que consideram que o seu governo está sendo o mais esplendoroso da nossa história.

Que as redes sociais em muito contribuíram para desacreditar a nossa imprensa é público e notório, pois ao se transformarem em verdadeiras indústrias de fake News, cada vez mais, menos têm sido acessadas, e por certo, a curtíssimo prazo, menos acessadas serão.

A imprensa elogiada pelos nossos heróicos estadistas precisa voltar a ser o que já foi, mas para tanto, precisa impor a verdade da notícia no lugar da notícia da verdade. Bem a propósito, encerro este artigo com uma expressão do saudoso Rui Barbosa;

A imprensa é a vista da Nação. Por ela é que a Nação acompanha o que lhes passa ao perto e ao longe, enxerga o que malfazem, devassam o que lhe ocultam e tramam, colhe o que lhe sonegam, ou roubam, percebe onde lhe alvejam, ou nodoam, mede o que lhes cerceiam ou destroem,  vela pelo que lhes interessa, e se acautela do que lhe ameaça.

Com raríssimas exceções, os internautas vêem se comportando como algo que foi alugado para elogiar uns e difamar outros e sem nenhum compromisso com a verdade, ou mais precisamente, com os fatos.

Narciso Mendes, foi deputado federal constituinte pelo

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