Crônica de Dandão: Loucura sem fim

#cronica

cronica 2

Loucura sem fim 

 

Francisco Dandão – As loucuras do mundo parecem não ter limite nem fim. Se um extraterrestre que estivesse com planos de conquistar a Terra ficasse um tempo aí só nos observando, penso que desistiria na hora. Não entenderia nada e com certeza partiria para os abismos infinitos do espaço sideral.

Cheguei a essa conclusão (aparentemente definitiva) depois que eu li um dia desses que o ex-pugilista Mike Tyson, para se livrar do vício de consumir drogas pesadas (cocaína etc. e tal), resolveu fumar veneno de sapo. Segundo Tyson, o veneno melhora a depressão e ainda ajuda a perder peso.

Deve ser um “remédio” mesmo milagroso esse veneno de sapo. Afinal de contas, o ex-pugilista, que venceu a maioria dos seus combates por nocaute, dada a força desproporcional que usava contra os mais diversos adversários, sempre teve uma vida maluca, desregrada e complicada.

Acusações de estrupo e cadeia é que não faltam na trajetória dessa lenda do boxe. O cara era tão maluquinho que um dia, em pleno ringe, tascou uma mordida na orelha do oponente, no caso o também lendário Evander Holyfield. O doidão não queria vencer, queria era mutilar o inimigo

Mas o Tyson é só o exemplo que deu o start para essas mal traçadas de hoje. No mundo dos esportes tem muitas outras bizarrices. Naquela partida de terça-feira passada (16) entre as seleções do Brasil e da Argentina pelas Eliminatórias da Copa do Mundo de 2022 também teve outra doidice.

Falo da cotovelada do zagueiro argentino Otamendi na boca do atacante brasileiro Raphinha. O planeta todo viu. E, caso ninguém tivesse visto, o corte e o consequente sangramento no rosto do jogador do Brasil seriam provas suficientes da covarde agressão. E nem falta foi assinalada!

Não é a primeira vez que esse zagueiro deixa a bola de lado e parte unicamente para machucar o adversário. Se esse adversário for um jogador brasileiro, pior ainda. Parece que o cara tem um caso de amor mal resolvido com os brasileiros. Mal resolvido e jamais correspondido. E nada acontece.

No meu entendimento, o tal Otamendi não é um jogador de futebol. Ele se disfarça de jogador, mas a verdadeira profissão dele ou é a de torturador de estado de exceção ou de açougueiro. Fã incondicional do Marquês de Sade, o cara gosta de dar até sair sangue. Vade retro, satanás!

Mas se a gente sair da seara esportiva, a loucura do mundo se amplia muito mais. Vira um verdadeiro bestiário de absurdos. Inclui coisas como a afirmação de que a Terra é plana, que a vacina causa Aids e que a floresta amazônica não queima porque é úmida. Nem um ET aguenta tanta doidice!

Francisco Dandão – escritor, cronista, compositor e tricolor