Crônica de Dandão: Três grandes nomes do salão

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Três grandes nomes do salão

 

Francisco Dandão – Três cracaços do futebol de salão/futsal acreano do passado fazem aniversário neste mês de abril de muita água descendo dos céus por toda a imensidão do país: Adrian Santos, o famoso Galo Velho (dia 8); Elpídio Rodrigues, conhecido como Dô (dia 11); e o grande Lauro Fontes (dia 13).

Adrian, que nasceu em 1957, começou sua vida nas quadras do Acre jogando na ala direita, em 1973, num jogo pelo Juventus, contra o Rio Branco, num espaço do bairro da Habitasa. De acordo com o que ele me disse um dia, o seu time saiu vitorioso no confronto, apesar de um gol contra dele.

Um tempo depois, Adrian mudou de posição, passando a jogar como fixo. Posição em que saiu-se tão bem que até lhe valeu convocações para a seleção acreana que viajou várias vezes para a disputa de torneios nacionais. E além do Juventus, ele defendeu o Amapá, o Independência e o Banacre.

Já a história do Dô, que nasceu em 1963, começou no futebol de campo logo depois dele completar 11 anos, em 1974. Daí até 1978, ele jogou sucessivamente nos infantis do Sesi, Fluminense do Barbadinho, Rodoviária do Rivaldo, Inter do Juquinha, Fast do bairro José Augusto e no Rio Branco.

A mudança definitiva para as quadras aconteceu em 1979, quando um dirigente do Incra convidou um grupo de meninos moradores do bairro José Augusto (Nande, Marinho, Casquinha, Nelsinho, Bé, entre outros) para defender o time da referida entidade no campeonato acreano da modalidade.

Foi o início da carreira de um pivô que faria história até “pendurar o tênis”, em 1994, jogando pela seleção acreana e pelos seguintes clubes: Assermurb, Rio Branco, Real, Madeireira Floresta, Juventus, Banacre, Gráfica Estrela, Casa das Tintas Luciana, Piauí e Drogaria Amorim.

No caso do Lauro Fontes, nascido em 1956, pra mim ele foi o melhor goleiro que eu vi jogar numa quadra. O cara crescia para cima dos adversários e, por vezes, parecia uma muralha dessas intransponíveis. Cansei de vê-lo defender bolas aparentemente impossíveis. Um (ir)real fenômeno!

Lauro começou na base de campo do Independência, chegando até ao time principal. Mas o futebol nos gramados foi uma experiência breve. Logo ele se mudou para as quadras, jogando, entre outros clubes, no Vasco da Gama, Amapá, Rio Branco, Juventus, Banacre, Piauí e Difusora Acreana.

É por aí, galera. Esses três sujeitos que tanta alegria deram aos torcedores do esporte das quadras do Acre nasceram em abril. Mais ou menos como se tivessem brotado das chuvas de março que costumam fechar os verões do hemisfério sul. Vida longa ao Adrian, ao Dô e ao Lauro!

Francisco Dandão – poeta, escritor, jornalista e tricolor