Crônica de Dandão: Desencontros e outras paradas

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Desencontros e outras paradas

 

Francisco Dandão – Pelo segundo ano consecutivo um time acreano vai ao Ceará, estado onde eu venho amarrando o meu burrinho desde 2015, para jogar a segunda fase da Série D. E eu, pra não dizer que eu não gosto de falar de flores (tal e qual um certo Vandré), pela segunda vez não estou por perto pra assistir.

Em 2021, como se num jogo de gato e rato, em que o segundo tem sempre que se esconder do primeiro, quando o Galvez viajou para enfrentar o Guarany de Sobral, na partida da volta, eu estava batendo pernas pelo Acre, depois de uma ausência de quase dois anos, por conta da “gripezinha” (Ops!).

Menos mal que eu tive a oportunidade de ser testemunha da partida de ida, jogada na Arena da Floresta, quando o Galvez empatou pelo placar de zero a zero. Assisti ao jogo ao lado do meu afilhado Manoel Façanha e confesso que tive a esperança de que o Galvez poderia se dar bem. Não deu!

No fim das contas, pra falar a verdade, eu acho que foi até bom eu não estar no Ceará para presenciar o jogo decisivo, uma vez que o Galvez levou 2 a 0 no lombo e voltou pra casa eliminado do torneio. Entre ida e vinda, de Fortaleza a Sobral, eu teria gastado quase quinhentos quilômetros de pneus.

Agora, neste ano da Graça de 2022, quando eu soube que o Rio Branco jogaria em Pacajus, na mesma segunda fase que derrubou o Galvez no ano passado, comecei a fazer os meus preparativos para percorrer os pouco mais de 50 quilômetros que separam a Fortaleza mais que bela do referido destino.

Eis então, por força das insondáveis circunstâncias que dão, de vez em quando, uma guinada no nosso destino, justo na semana anterior ao jogo entre Rio Branco e Pacajus, eu tive que alçar voo para outras paragens. Fui para longe outra vez de uma exibição de um time acreano no Nordeste.

Pra ser sincero, porém, não se diga que esses desencontros sempre existiram. Em 2018 eu tive o prazer de ver dois jogos do glorioso Atlético Acreano na citada região. O primeiro, em junho, zero a zero com o Confiança, em Aracaju. E depois, em agosto, vitória sobre o ABC, em Natal.

Ressalve-se, entretanto, que nenhum desses dois jogos do Atlético aconteceram no Ceará. Eu tive que realizar pequenos deslocamentos para presenciar as duas exibições. No Ceará mesmo, minha praia há vários verões (primaveras etc.), eu ainda estou invicto como espectador do futebol acreano.

Menos mal que por esses dias, talvez para compensar o desencontro dos times do Acre em ação no estado do Ceará, eu tenho o prazer de contemplar o mar de intenso verde e o céu de profundo azul da Barra da Tijuca, na zona Oeste do Rio de Janeiro. Não se pode ter tudo. Não mesmo!

Francisco Dandão – cronista, poeta e tricolor



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