Comércio quer prorrogação de isenção do IPI (prefeituras são prejudicadas)

O programa de incentivos fiscais voltados à indústria automobilística concedido pelo governo federal para fortalecer as empresas brasileiras e estimular o crescimento do PIB tem surtido efeito na economia. Com o programa, o governo deixa de arrecadar o IPI por um determinado momento, mas recompensa com o aumento dos demais impostos em virtude da elevação do volume de vendas e consequentemente das receitas.

No Acre, não é diferente. O salto nas vendas do setor promove imediato aumento no volume do ICMS arrecadado pelo estado. O ICMS é o tributo que mais pesa no custo do veículo e é retido na fonte, portanto tem a arrecadação garantida. O Acre é o que mais tem apresentado resultados positivos nas vendas, superando o crescimento nacional.

O Sindicato do Comércio Varejista de Veículos de Rio Branco (Sinvvea), filiado à Fecomércio/AC, apresentou à imprensa os números do mercado acriano, confirmando o otimismo dos empresários do setor manifestado em pesquisa realizada anteriormente.

De acordo com o presidente do Sinvvea, Leandro Domingos, o mês de junho foi o melhor deste ano, apresentando crescimento de 25,52% em relação mesmo período de 2011, o que demonstra a recuperação das vendas. “O mercado acreano vinha em queda, e com as vendas realizadas por força da suspensão do IPI houve uma reversão da tendência”, lembrou Domingos. “O primeiro semestre de 2012 já apresentou um crescimento de 4,46% em relação ao primeiro semestre de 2011.”

Domingos diz que os empresários do segmento de veículos automotores do estado acreditam em aumento em torno de 10% no ano de 2012 em relação a 2011. O presidente é um dos defensores da renovação do prazo de suspensão do IPI sobre os carros, para permitir reflexo positivo no crescimento do PIB nacional.

——————————————————————————————–

Redução do IPI prejudica municípios

As prefeituras do Acre – e dos outros estados – sofrem com a redução do IPI pelo governo para favorever as multinacionais produtoras de carros. Alguns  prefeitos acreanos começam a reclamar da redução dos repasses constitucionais como o FPM (Fundo de Participação dos Municípios).