Por que escolhemos Dilma, Tião Viana e Perpétua

Por que escolhemos Dilma, Tião Viana e Perpétua

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Esse tipo de posicionamento dos jornais é raro no Brasil e historicamente inexistente no Acre.

Até hoje.

No mesmo momento em que a revista Carta Capital defende o voto em Dilma Rousseff, nós aqui de oestadoacre.com defendemos além do voto na Presidenta Dilma, o apoio à reeleição do governador Tião Viana e a eleição de Perpétua para o Senado.

[Na Europa e nos EUA é comum os veículos da imprensa assumirem a defesa de um candidato nas disputas eleitorais. E ninguém morre por ser transparente]

Pois bem:

Esta é uma decisão que analisamos ser melhor para o Brasil e para o Acre, em especial.

Em que pese o Acre ainda conviver com muitos problemas que precisam ser superados para que o povo viva melhor, é inegável que nos últimos 16 anos o Estado deu um salto de qualidade.

Porque antes éramos um Estado marginal.

Fora da agenda nacional.

Alijado de tudo.

Sem apoio federal.

Sem força política para fazer aqui o que era preciso fazer.

Quando o PT assumiu o governo, junto com a grande aliança Frente Popular, um novo Acre começou a emergir.

E o progresso de lá até aqui tem sido real.

Ainda lento, mas real.

Evidente que os governos da Frente Popular cometeram e cometem erros, como todos os outros que passaram nos 100 anos de vida política do Acre.

Mas não se pode comparar os governos pífios da Oposição com os governos mais produtivos do PT e da Frente Popular (Jorge, Binho e agora Tião).

O Acre do PT, do PCdoB e da FP é outro Acre.

Um Acre muito melhor.

Um Estado que busca sair do atraso histórico.

Com mais gente se formando, trabalhando, conquistando o seu ganha-pão e vivendo mais dignamente.

Esse é um fato inquestionável.

Ao mesmo tempo oestadoacre.com respeita e reconhece os dois candidatos da Oposição (Márcio Bittar e Bocalom) como importantes figuras políticas e públicas do nosso Estado nos dias atuais.

E é importante que assim sejam, pois são respeitadas lideranças de seus partidos.

Nossa política carece de bons quadros, especialmente a Oposição, que nesses anos todos de governos da Frente Popular não se renovou como deveria nem se preparou para convencer o povo de que tem condições de voltar a governar o Acre.

Mas, como todos sabem, eleição é eleição e a decisão é do eleitor.

Nas urnas.

Por isso, na semana em que a legislação eleitoral define como início da campanha, oestadoacre.com assume de público que defenderá o voto nas candidaturas Dilma Rousseff, Tião Viana e Perpétua.

É a primeira vez na história do Acre que um sítio de notícias, um veículo estabelecido desde o começo deste século (2003), escancara um posicionamento em editorial na defesa de um projeto político.

A mídia, nenhuma mídia, é neutra ou imparcial.

Não existe imprensa equidistante.

Quem acredita nisso acredita em Papai Noel e duendes.

Todas têm seus interesses políticos e financeiros.

Por isso, oestadoacre.com sai na frente, de forma inédita e, transparentemente, passa a defender o que entende ser o melhor para o Brasil e o Estado do Acre.

(jrbrana]

 


Previsão de gastos dos candidatos à presidência

[Copiado da Ag brasil]

(…)

De acordo com as informações entregues ao TSE, a candidata à reeleição, Dilma Rousseff (PT), declarou que o limite de gastos de sua campanha será R$ 298 milhões. Aécio Neves (PSDB) pretende gastar R$ 290 milhões. Eduardo Campos (PSB) previu limite de R$ 150 milhões.  Eduardo Jorge (PV) gastará até R$ 90 milhões.

O limite de gastos do candidato Pastor Everardo (PSC) é R$ 50 milhões. José Maria  Eymael (PSDC) declarou R$ 25 milhões e Levy Fidelix (PRTB) informou gastos  de até R$ 12 milhões. Os candidatos à Presidência que devem gastar menos na campanha são:  José Maria de Almeida (PSTU), R$ 400 mil; Luciana Genro (Psol), 900 mil; Rui Costa Pimeira (PCO), R$ 300 mil, e Mauro Iasi (PCB), R$ 100 mil. 

(…)

 

No Acre

Previsão de gastos nas eleições 2014, no Estado, segundo o TRE.

Governo

Tião Viana –  7,8 mi

MBittar – 5 mi

Bocalom – 3 mi

Senado

GladsonC – 5 mi

Perpétua – 4,2 mi

Duarte Jr. – 1,5 mi

 

Em tempo: por isso é preciso aprovar o financiamento público de campanha.

Em tempo 2: mas a Oposição não quer o financiamento público das campanhas… as razões são óbvias, claro.



O Brasil já tem know how de gestão pública



Autor – Luis Nassif
GGN

Os anos 70 consagraram uma gestão pública autárquica, de gabinete, própria dos regimes autoritários. Não havia povo, não havia discussões, não havia pressão, e, por consequência, não havia visão sistêmica dos problemas e do país.

Era um falso gerenciamento, um falso diagnóstico porque estava longe do objeto analisado.

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Nos anos 90, a única experiência efetiva de gestão integrada foram as Câmaras Setoriais do governo Fernando Collor, que consagrou novos atores públicos excepcionais, como Dorothea Werneck, Vicentinho, executivos de multinacionais automobilísticas.

As Câmaras trabalhavam em torno de um objetivo consistente – garantir ao país um lugar no mercado mundial de veículos pequenos -, juntava todas as pontas, de trabalhadoras e montadoras a fornecedores e definia pactos.

***

Esse modelo foi interrompido no governo Fernando Henrique Cardoso, pela absoluta inapetência gerencial do presidente. O governo ensaiou algumas tentativas de integrar as diversas áreas, alguns conselhos interministeriais, alguns planos de ação orçamentária, mas que não lograram aprofundamento maior.

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De lá para cá o país avançou muito em todas as instâncias. Apenas o espírito de vira-lata e a polarização política tem impedido enxergar os avanços na gestão pública, nesse grande desafio que é domar e coordenar o monstrengo da máquina pública, atada por mil burocracias.

Mais que isso, houve um aprendizado federativo, de ações de parceria entre os diversos entes federados.

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A organização da Copa do Mundo deu visibilidade a esse trabalho excepcional, cujo mérito deve ser repartido entre governos federal, estaduais e municipais.

O modelo permitiu definir objetivos, responsabilidades, pactos de parceria, complementação de ações, em um show de organização.

De vez em quando uma ou outra nota dribla a manipulação férrea da mídia, informando sobre os grupos de trabalho dos Procons, da saúde, da segurança pública, das obras de mobilidade etc.

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Nas últimas décadas houve avanços expressivos em várias áreas. No governo federal, o PAC (Programa de Aceleração do Crescimento) tornou-se um instrumento eficiente de articulação dos investimentos públicos. Teria sido mais se houvesse a preocupação de atacar estruturalmente a burocracia que permeia todas as ações do serviço público. É mérito de toda uma estrutura federal coordenada por Dilma Rousseff.

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Minas Gerais também exibiu ações eficientes em saúde, um plano extremamente bem elaborado – conduzido por Antônio Anastasia por delegação de Aécio Neves.

Em Pernambuco, o sistema de segurança pública montado por Eduardo Campos foi considerado um modelo adotado por vários estados.

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Ou seja, tem-se uma base relevante de conhecimento na área de gestão pública.

Onde o parafuso pega?

Na ausência de um trabalho sistemático de reformas estruturais, visando organizar os procedimentos administrativos, fiscalizatórios e ambientais.

Na ausência de uma reforma política, que impeça a desorganização do modelo por acordos espúrios.

Nos três exemplos apontados houve deterioração do modelo inicial por falta de atenção nesses dois quesitos.


Por hoje, FIM