PHA e a entrevista de Dilma: a importância de uma TV estatal

 

No C af, de PHA:

fora temer

 

(Sem tevê estatal, nascem os Trump, Berlusconi e Moro)

 

Pela primeira vez, Dilma disse ao Nassif, ANTES da segunda e inevitável derrota no Senado, que apoia o plebiscito.

Só por isso, seria uma entrevista histórica.

Parabéns, Nassif!

E seria histórica também por dois motivos.

Primeiro, porque o Governo Dilma só acertou por último.

Barbosa no lugar do Levy, Aragão no lugar do zé da Justiça, Olímpio Cruz na assessoria de imprensa, Wagner no lugar do general Assis Oliva e Ricardo Melo na EBC – valente e competente!

Segundo, porque a repercussão da entrevista – es-pe-ta-cu-lar, se-nho-res! – demonstrou que uma tevê estatal competitiva teria sido viável.

Teria – terIA – sido um contra-ponto à Globo .

Mas terIA sido necessário torná-la profissional e equipada.

Com muita grana.

O papel das redes públicas ou estatais de tevê é servir de mastro para o debate de questões públicas.

Colocar Direita e Esquerda (que jamais deixarão de existir, não é isso, Traíra?) lado a lado, diante do espectador, e moderar as divergências, enquanto as ideias se expõem, com civilidade e complexidade.

Quando não há rede estatal ou pública (como a BBC) forte, abre-se espaço para a radicalização nos extremos – geralmente pela Direita – , com pseudo-herois mediáticos.

Nos Estados Unidos, Trump.

Na Itália, Berlusconi, que destruiu o sistema estatal de televisão na Itália, com a ajuda dos “socialistas” do Craxi.

Aqui, a Globo inventou o Barbosa e o Moro.

E interditou o debate.

Só a Direita tinha espaço para proclamar que o Brasil era uma m…

E deu no que deu: no Golpe!

O PT se acovardou duas vezes: quando não fez a Ley de Medios.

E porque não encheu a EBC – com Ricardo – de dinheiro.

Pagou caro.

A Globo derrotou o PT, provisoriamente.

PHA

 

Assista aqui a entrevista histórica da presidenta Dilma