Estudo: 61% das acreanas têm dificuldade de ser mãe e cuidar do emprego

do portal Trocando Fraldas

O estudo Carreira e Maternidade 2017 no Brasil mostra que o Acre é o segundo Estado onde as mulheres mais encontram dificuldades para conciliar trabalho e maternidade e fazer uma carreira de sucesso tendo de cuidar do filho.

Em entrevista, 61% das acreanas disseram ter esse problema quando decidem engravidar. Esse número só é menor que o registrado pelo Distrito Federal, em que 65% das mulheres declararam sofrer para manter o emprego ao mesmo tempo que exercem a maternidade.

O Acre é também um dos três lugares onde as mulheres levam mais tempo para retomar a rotina de trabalho após a licença-maternidade. Apesar desses aspectos negativos, a melhor conciliação entre trabalho e maternidade existe em apenas três capitais: Manaus, Palmas, e Rio Branco.

O estudo visa debater a real autonomia feminina e declara que a conquista de cada vez mais direitos foi apenas o início no caminho para maior independência do sexo supostamente mais forte. Uma peça-chave é o papel das mulheres no contexto do trabalho. “Elas não apenas buscam a independência financeira e realização profissional, mas ao mesmo tempo mostram a essência de uma sociedade igualitária”, revela a pesquisa realizada pelo portal Trocando Fraldas.

Porém a responsabilidade de ter e criar os filhos permanece atrelada ao sexo feminino em uma sociedade ainda machista.

Mais da metade das entrevistadas (56%) considera mais improvável o sucesso profissional de mulheres com filhos. Mulheres do Centro-Oeste e do Distrito Federal, com 58,2% e 65,2% respectivamente, estão na região e no estado com as maiores dificuldades.

Liderados pelo Amapá, Amazonas e Roraima com índices abaixo ou igual a 50%, a região Norte possui a menor dificuldade com uma média de 52,7%. Todas as capitais do Sudeste (São Paulo 57,7% – Rio de Janeiro 58,2% – Belo Horizonte 60,4% – Vitória 66,7%) demonstram dificuldades acima da média. Aracajú é a capital da dificuldade de sucesso profissional com filhos, onde mais de 72% das mulheres têm essa impressão.