Como o ‘Fora Dilma’ pariu Bolsonaro, por Sergio Saraiva

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GGN

O texto “A crise do macho branco adulto no comando” é de 03 de janeiro de 2017 – lá se vão um ano e meio – e está essencialmente atual. Foi atualizado pela ascensão de Bolsonaro nas pesquisas eleitorais – o texto não tinha essa intenção, mas acabou identificando o óvulo do nosso atual fascismo que acabou fecundado pela campanha antipetista.

(Hitler também foi ridiculizado na Alemanha)

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Mostra também, como a campanha da plutocracia brasileira para destruir o PT acabou gerando resultados não previstos e contrários a seus interesses.

Lula está preso. E confirmando a máxima, a esquerda se uniu na cadeia.

O STF dá sinais de que não o libertará antes do fim das eleições de 2018. Mas a vitória do candidato da plutocracia está cada vez mais distante. Ele próprio está sendo execrado pelas mesmas forças que foram convocadas às ruas para demonizar o PT.

O candidato que o “Fora Dilma” potencializou foi Bolsonaro.

Um candidato conservador e antiesquerdista tal e qual é a plutocracia – mas sem relação com ela – como é próprio do fascismo. O fascismo é a ideologia da pequena burguesia – do homem medíocre e violento. E revoltado com “tudo isso que está aí”.

Obterão vitória em 2018? Não há dúvida quanto a isso.

Talvez não ganhem a presidência. Mas marcarão posição. Hitler também não ganhou, na sua primeira eleição. Bolsonaro não é Hitler – falta-lhe competência para ser qualquer coisa além do “surfista” que, desde os fins da Ditadura de 64, buscar estar na “onda reacionária do momento”. Porém, pode estar abrindo a picada pela qual um Hitler poderá passar.

Hitler também era ridicularizado na Alemanha de antes de 1930. Um político caricato de quem a alta burguesia julgou que poderia se servir para atacar os comunistas. Até Hitler, com o apoio do pequeno burguês revoltado, se tornar o próprio poder.

Eis o que o “Fora Dilma” pode ter parido.

Vamos ao texto…

A crise do macho branco adulto no comando

O macho branco adulto é um ser em crise e perigoso. Frustrado e inseguro e sob um experimento de manipulação social que só encontra paralelo no nazismo, a violência é sua resposta.

(….)

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