Artigo: ‘Não tenho medo do viruzinho’

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NÃO TENHO MEDO DO VIRUZINHO

 

Por Sérgio Taboada, compositor 

“Eu não sei porque tanto medo desse viruzinho de nada. O bicho é tão pichocotinho, mas tão pichocotinho que a gente nem vê. Parece até um vírus de fantasia. Ao invés de Covid-19, o nome dele deveria ser “mato mas não enterro.” Ele prefere velhinhos, doentes e debilitados, mas às vezes mata sem enterrar jovens desavisados.

Mas eu não tenho medo dele. Faltam alguns meses para eu completar 60 anos. Mesmo assim não vou me acovardar frente a esse “batorezinho” atômico que a gente nem vê. É que descobri um método infalível para não me alcançar. Ele não contava com minha astúcia. rs Estou isolado em casa bem longe dele. Sabe, é tão fácil sair ileso dessa. É só cumprir as regras recomendadas pelos médicos e cientistas.

Esse vírus é um merdinha. Ele não tem asas para voar, nem pés para andar, não sabe dirigir e nem pilotar. O que ele sabe fazer é se grudar nas mãos ou infectar outro ser humano e usar o hospedeiro para pegar a gente. Sou bobo não. Amigo, parente, vizinho ou quaisquer pessoas estou dispensando visita e quando não tem jeito fico distante mais de dois metros sem apertar as mãos, abraçar e muito menos beijar.

Esse vírus bostinha de nada (risos) deve ficar olhando pra mim com os seus olhos que não tem e pensar com o cérebro que também não tem: “esse aqui que já infectei é um idiota descuidado, mas esse velho é um feladaputa metido a esperto. Pelo jeito vou ter que matar esse hospedeiro sem noção aqui mesmo”

Mas eu também sou desbocado. Feladaputa é ele. Por causa dessa sua gana em matar velhinhos, e alguns jovens pelo caminho, apoiado pela negligência desse outro ser microscópico chamado Bolsonavírus, eu já tive que lavar três banheiros na faxina do nosso isolamento familiar. E o pior, não dá nem pra ver meu Curingão tentando sair da lanterna (Vai Curintia!), que esse estrume de vírus acabou até com o campeonato.

Sérgio Taboada aqui de um dos bunkers anti-coronavírus

ps. – Nem tente chegar aqui seu vírus de meia tigela, fracote, fascistoide e assassino de velhinhos que eu ‘tou armado até os dentes com água sanitária, sabão, álcool em gel e agora hidroxicloroquina…rs
ps. 2 – Pela primeira vez num texto me chamo de velho. Deve ser problemas psicológicos do isolamento. hahah