A fraude que suspendeu o artilheiro da Copa-82

por Rafael Reis

UOL – Na última terça-feira, uma bomba colocou em xeque a credibilidade do futebol brasileiro. A operação Penalidade Máxima II, deflagrada pelo Ministério Público, identificou que pelo menos seis partidas da Série A do ano passado sofreram alguma tentativa de manipulação por grupos de apostadores.

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Por maior que seja o escândalo atual, essa estratégia está longe de ser uma novidade. No exterior, há mais de 40 anos, um futuro artilheiro de Copa do Mundo ficou duas temporadas impedido de disputar jogos de futebol por participar de um esquema semelhante a esse.

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No finalzinho da década de 1970, a Itália tinha uma loteria esportiva oficial e organizada pelo governo federal, a “Totocalcio”, na qual os apostadores precisavam acertar os vencedores de todos os jogos previstos no concurso para ficar com o prêmio.

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Foi em uma dessas vendas ilegais, localizada dentro de um restaurante de Roma, que o escândalo estourou. Os donos da banca notaram que alguns clientes estavam prevendo muitos resultados e ganhando um dinheirão com apostas. Logo, desconfiaram que resultados estavam sendo fabricados por jogadores de futebol para beneficiar esse grupo.

No total, 20 jogadores receberam punições esportivas. O “Totonero” também provocou o rebaixamento dos tradicionais Milan e Lazio para a Série B. Outras cinco equipes perderam pontos na temporada seguinte.

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