Governo da violência: Para que armar a população?

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GGN

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Bolsonaro, acredite, é presidente do Brasil

Mais de 1 milhão de armas estão nas mãos de civis no Brasil

 

Em dois anos de governo Bolsonaro, arsenal bélico ativo e registrado no acervo do Exército e da Polícia Federal aumentou 65%

O decreto assinado pelo presidente Jair Bolsonaro em 2019 que alterou a forma de compra de armas de fogo, além de viabilizar o acesso a um arsenal mais potente, já mostra seus resultados: dois anos após a primeira investida presidencial, o país possui 1,151 milhão de armas legais em posse dos cidadãos, alta de 65% ante o que estava ativo em dezembro de 2018, que era de 697 mil armas.

Dados obtidos pelo jornal O Globo, via Lei de Acesso à Informação em uma parceria com os Institutos Igarapé e Sou da Paz, mostram que o aumento mais expressivo se deu nos registros da Polícia Federal, que englobam as pessoas físicas – o salto chegou a 72%, passando de 346 mil armas de fogo em 2018 para 595 mil, no fim de 2020.

No caso dos armamentos registrados pelo Exército, que atendem aos Caçadores, Atiradores e Colecionadores (CACs), a elevação foi de 58% dentro do mesmo período: passou de 351 mil para 556 mil. Esse avanço está relacionado tanto à compra de novas armas como à renovação de registros expirados.

Os dados excluem o armamento em poder de empresas que atuam na segurança privada, clubes de tiro, policiais e integrantes das Forças Armadas, tornando o resultado o retrato do volume de armas na mão dos “cidadãos comuns”.

Esse crescimento é resultado do esforço que Bolsonaro fez para colocar um de seus principais motes de campanha. Desde sua posse, foram dez decretos presidenciais, 14 portarias de órgãos de governo, dois projetos de lei e uma resolução para flexibilizar as regras de compra de armas e munições no Brasil.