Conta de luz mais cara impulsiona busca por energia solar

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Normas técnicas da ABNT ajudam a garantir segurança, qualidade e desempenho dos sistemas fotovoltaicos

Com a conta de luz mais cara, o uso de fontes de energia alternativa como a solar vem ajudando consumidores a economizar. Segundo a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), o número de consumidores residenciais que geram parte de sua energia quase dobrou em 2020 e segue em crescimento acelerado nesse ano. No primeiro semestre, a média mensal de novos clientes desse segmento é 36,4% superior à verificada no ano anterior.

De acordo com Instituto de Eletrotécnica e Energia da USP, o crescimento acelerado da geração distribuída (GD), em particular a fotovoltaica (painéis solares), que responde por mais de 95% da potência instalada no país, deve-se a fatores como a expressiva redução dos preços dos principais componentes como módulos e inversores, bem como dos custos de instalação, o que reflete diretamente na redução do valor da energia gerada por esses sistemas.

Além disso, isenções fiscais a níveis federal, estadual e municipal também colaboram para essa redução de custos. “Diante dos constantes aumentos das tarifas de energia, a geração distribuída fotovoltaica torna-se uma alternativa bastante atrativa financeiramente, apresentando retorno do investimento em poucos anos, dependendo do tipo de sistema e do local de instalação, o payback time pode ser inferior a três anos e elevada taxa interna de retorno”, afirma Marcelo Pinho Almeida do Instituto de Eletrotécnica e Energia da USP.

Os benefícios para quem se torna dono de um sistema próprio de energia não é apenas financeiro, mas também coletivo: diversificação da matriz elétrica, redução da emissão de gases de efeito estufa, geração de empregos, movimentação da economia, redução de perdas técnicas na transmissão e distribuição de eletricidade, entre outros.

De olho nas normas

Ao contratar uma empresa capacitada e responsável para realizar a instalação é importante certificar se as normas técnicas que ajudam a garantir segurança, qualidade e desempenho dos sistemas fotovoltaicos sejam seguidas.

A Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT) é a principal responsável pela elaboração das Normas técnicas no Brasil. Dentro da ABNT, a CE-003:082.001, denominada Comissão de Estudo de Sistemas de Conversão Fotovoltaica de Energia Solar’, é quem atua especificamente na normalização no campo de Sistemas Fotovoltaicos há mais de três décadas.

“Esta Comissão de Estudo foi responsável, por exemplo, pela elaboração das Normas técnicas ABNT NBR 16149:2013, ANBRT NBR 16150:2013 e ABNT NBR IEC 62116:2012, atualmente utilizadas como marco técnico da GD fotovoltaica no país”, explica o presidente da ABNT, Mario Willian Esper.