Crônica de Dandão: Melhores cidades

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Melhores cidades 

 

Francisco Dandão – Zapeando o controle remoto do televisor na manhã de sexta-feira (8) eu fiquei sabendo de um ranking, feito não sei exatamente por quem, das dez melhores cidades do mundo para se viver em 2022. Daí, como vi a matéria somente de relance, corri para a internet para saber mais sobre o tal ranking.

E então, eu tomei conhecimento de que a lista era formada por, pela ordem, Londres (Inglaterra), Tóquio (Japão), Xangai (China), Singapura (Singapura), Melbourne (Austrália), Sydney (Austrália), Paris (França), Pequim (China), Nova York (Estados Unidos) e Amsterdam (Holanda).

A cidade brasileira melhor classificada nesse ranking foi São Paulo, num modestíssimo 46º lugar, atrás, para variar, de Buenos Aires, capital dos argentinos, que aparece na 44ª colocação. Los hermanos, que já tem um Papa, ficaram na frente da gente, o que sempre se configura insuportável!

Dessas dez aí citadas, eu só conheço pessoalmente três: Paris, onde se pode comer um queijo delicioso, acompanhado de um vinho excepcional, olhando para a torre Eiffel; Nova York, onde se pode flanar indefinidamente pelo Central Park; e Amsterdam, onde se pode sentir o ar de belos moinhos.

Em Paris, aliás, além da questão gastronômica, eu vivi situações culturais maravilhosas, desde a interação com artistas de rua que falam os mais variados dialetos e línguas, até experiências com monumentos ícones da cultura mundial, como no dia em que eu mergulhei no museu do Louvre.

Já em Nova York, levando-se em conta que eu citei o Central Park, o que mais me emocionou foi parar alguns minutos no exato local do assassinato do John Lennon. E quanto a Amsterdam, me diverti demais num passeio pelo Red Light District (sim, a rua das meninas nuas nas vitrines).

Das outras sete cidades, três estão no meu radar para as próximas temporadas: Londres, para tomar um chá com os meus parentes da família real; Tóquio, para fazer um curso intensivo de judô e manipulação daqueles pauzinhos de comer lá deles; e Sydney, para aprender a andar de canguru.

Mas o que eu queria mesmo era uma explicação dos motivos pelos quais nenhuma cidade brasileira ficou nesse “top 10”. Como assim? Seria porque a inflação deu uma subida? Seria pelo número de brasileiros mortos pela covid? Seria pela destruição do meio ambiente? Por que seria? Por quê?

Sei lá eu. Talvez esses caras que fizeram o ranking sejam meio malucos e ainda acreditem que a Terra seja redonda. Ou talvez duvidem que eleições possam ser vencidas com a disseminação de fake news. Quem haverá de saber? Pelo menos no futebol, o Brasil é hoje o líder do ranking!

Francisco Dandão – professor, poeta, escritor e tricolor

Em tempo: Dandão, dessas aí, conheço três…Amsterdam, a mais liberal nos costumes…Paris, fui três vezes e sempre é muita história e boêmia…e Londres, uma invenção fantástica do homem louco por dinheiro…agora, o país mais lindo de todos é o Peru,aqui ao lado do Acre. Disparado…Pra mim! De Norte a Sul.

J R Braña B.