Bom dia! Lucélia Santos…

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Lucélia Santos está em cartaz com ‘Vozes da floresta: Chico Mendes vive’, em São Paulo (foto: Cristyann Ritse)

Lucélia Santos estreou “Vozes da floresta: Chico Mendes vive” quatro dias antes de graves denúncias sobre a Terra Indígena Yanomami, em Roraima, se desencadearem. No estado do Norte, mortes e o garimpo ilegal são investigados pela polícia. Em São Paulo (no Sesc, em temporada até 29 de maio), as relações ilegais de trabalho com a terra são tema do espetáculo, que recupera áudios inéditos de uma entrevista com Chico Mendes em 1988, ano em que o ecologista foi assassinado.

-Os áudios eu fiz quando fui a Xapuri (AC) a convite dele pela primeira vez. Ele conta tudo o que estava acontecendo no Acre, os movimentos dos seringueiros, a formação dos sindicatos locais. Detalha como aprendeu a ler, como surgiram as oportunidades. O material é bem extenso. Nunca mexi com isso nem tive vontade de me aproximar. Sinto até hoje um luto terrível pelo assassinato de Chico Mendes. Foi como arrancar uma pessoa da família. É extemporâneo. É um assassinato cruel demais. De uns anos para cá, mais precisamente quando o atual presidente (Jair Bolsonaro, do PL) assumiu o governo deste país, tive necessidade de mostrar os fatos e a realidade da Amazônia. Toda a narrativa do governo é falsa. O ex-ministro do Meio Ambiente (Ricardo Salles) definiu bem o que eles fazem: “Passar a boiada”, sobretudo com os indígenas — lamenta.

A peça tem ainda áudios de duas mulheres essenciais à causa ambiental: Valdiza Alencar, seringueira do Vale do Acre, berço dos embates de derrubadas; e Cecília Mendes, matriarca do Seringal Cachoeira e tia de Chico Mendes. (…)

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