Perpétua: em defesa da Amazônia podemos voltar até com os empates

Perpétua, em evento indígena no Acre

 

Com a política de entrega de parte da Amazônia para empresas privadas e estrangeiras por parte do governo de Michel Temer, a ex-deputada federal Perpétua Almeida (PCdoB) inicia nesta semana movimento popular a fim de sensibilizar a sociedade acreana a resistir “à sanha predatória e entreguista do governo ilegítimo”.

Perpétua já articula parceria com universidades, sindicatos, Ministério Público, OAB, movimentos culturais, daimistas, indígenas e instituições públicas e privadas. Segundo ela, parlamentares de todos os partidos que tenham interesse em defender a Amazônia e a sua biodiversidade para que essa riqueza “não vá parar nas mãos de forasteiros” também serão convidados a participar desse movimento popular.

No Acre, a ameaça ronda, especialmente, a região do Juruá. Existe uma especulação de que empresas privadas poderão se instalar para explorar minérios abrindo assim uma clara perspectiva de destruição nunca vista na região com abertura de garimpos. “Os prejuízos serão imensos no tocante à saúde coletiva da população e a biodiversidade devido à contaminação dos rios com o mercúrio e outros metais”.

Durante sua trajetória no Congresso, Perpétua Almeida liderou a campanha ‘o Cupuaçu é nosso’. Ação que impediu que uma empresa japonesa, com sede em Kyoto, se apropriasse da marca ‘cupuaçu’. “Fui a única deputada federal do Acre a conseguir aprovar uma PEC no Congresso. Não restringiremos nossa luta no Acre em defesa da Amazônia vamos buscar apoio de personalidades do Acre que moram em outros estados, como Glória Perez, João Donato, além de outros. Empates, se for preciso”.

DEFESA – As ameaças à Amazônia e ao Acre, em especial, fez Perpétua relembrar da luta dos trabalhadores do Acre do final de década de 80 e começo de 90 com os famosos empates de Chico Mendes, quando seringueiros se posicionavam em defesa da floresta, em grupos, impedindo a destruição da floresta na região de Xapuri e Brasileia.

“Se for necessário estarei junta para fazermos novos empates em defesa da nossa região e do nosso povo. Sem os empates daquela época não teríamos a cobertura florestal que temos hoje. É impossível desenvolver um Estado, com vocação florestal como o Acre, sem lançar mão das riquezas da floresta. Defendemos que isso aconteça de forma sustentável e não da forma como quer o governo de Michel Temer, que na surdina, assina decreto autorizando a depredação do meio ambiente, ameaçando a geração atual e as gerações futuras”.


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