Nilson Lage: A vaca tá indo pro brejo…(leitura para refletir)

# nilson lage jornalista

oestadoacre traz para a leitura, reflexão e contraponto, se for o caso, de textos picados de Nilson Lage, mestre do jornalismo brasileiro…leiam…

Assunto: a entrevista do general Villas Boas hoje no estadão, jornal paulista de direita.

Claro, aqui na internet acreana, você só encontra reflexões desse quilate aqui no oestadoacre

Aproveite…

De nada…!

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Do mestre Nilson Lage (professor e jornalista) no seu fb

Como raramente acontece, discordo do Fernando (Brito, do TijolaçoJ R Braña B).

Topar a provocação do general, feita em entrevista ao Estadão – agora um jornal de extrema direita – é erro político.

Primeiro porque Lula dificilmente seria candidato, portanto, o tal “sub judice”. Não era preciso vestir a carapuça.

Segundo, porque qualquer governo que contrarie a Globo e a máfia judiciária estará imediamente “sub judice”, bastando uma delação ou alguns indícios fabricados. Está ai o caso do Hadad.

Terceiro, porque brigar com as forças armadas, a essa altura, é burrice. Elas compõem, a despeito a visão destorcida de alguns comandos, a única instituição nacional que guarda algum compromisso com o Brasil.

A não intervenção que o general assegura em sua fala é que deveria ser valorizada.

Todos sabem que Bolsonaro tem a simpatia de alguns militares de alta patente, e a declaração de Villas Boas reflete isso.

É direito deles, desde que respeitem o jogo.

Vou além disso. A nota do PT, inepta, queima pontes com o único segmento institucional que resta comprometido com o Brasil, já que o judiciário e a imprensa venderam-se despudoradamente.

O PT sofre de esquerdismo infantil ao prolongar o clima de guerra fria, coçar as feridas, cobrar atos de mea culpa e outras babaquices. É tudo que os interesses antinacionais desejam.

Enquanto isso, em passo firme, a vaca vai pro brejo.

O comandante do Exército disse que o clima de ódio vigente no país pode prejudicar a governabilidade na próxima gestão presidencial.

É o óbvio.

Foi o que aconteceu em 2014, quando se armou clima parecido e, depois da eleição, impediu-se o governo de funcionar.

O poder atribuído ao Judiciário – que já reformou a Constituição em vários pontos por conta própria – é o complicador que se acrescenta.

A sociedade tem mais motivos para estar tensa, agora, do que em 2014: mantidos os atuais critérios de gestão ditados pela banca – o custo social deles -, algum desfecho traumático é inevitável.

Como sempre, a “cabeça revolucionária” da esquerda brasileira embarca na tese da “pior versão”.

O comandante do Exército dá uma declaração, como sempre, confusa, contemplando frações da tropa com visões distintas da realidade.

Conclui com uma frase que deveria ser o lead para o PT: “Não há hipótese de o exército provocar uma quebra da ordem institucional”

Não adianta.

Disposto a enfrentar canhões com flores, o PT prefere interpretar a referência à instabilidade do país com um governante sub judice como advertência (fora de propósito porque inútil, a essa altura) a Lula.

Ora, na atual conjuntura, qualquer governante a ser eleito estará sub judice se e quando desagradar o poder midiático-judiciário.

Eles assumiram o poder e cuidarão de manter o país vulnerável à atual rapina.

Esse é o problema. Não as forças armadas.