Crônica de Dandão: Presentes de Natal

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Francisco Dandão

dandãoNão tenho dúvida que a pandemia que ora prolifera no planetinha azul é um dos maiores flagelos que já assolaram a humanidade nos tempos modernos. Não há um único cantinho escondido da Terra que não esteja sofrendo as consequências do vírus maldito originado nas estepes asiáticas.

O número de pessoas que já foram vítimas fatais do tal corona se soma na casa dos milhões. E todos os dias se contabilizam novos óbitos. Dizem por aí que existem grupos de risco e que uns são mais vulneráveis do que outros. Na prática, porém, o vírus escroto não tem respeito por ninguém

Assim, por conta disso, creio que o maior presente de Natal que poderia ser entregue pelo bom velhinho para a espécie humana seria a imunização em massa dos terráqueos. Eu disse “imunização em massa”, queiram ou não os negacionistas e idiotas de todos os gêneros e ideologias.

Em alguns lugares, como por exemplo no Reino Unido, esse presente de Natal até já chegou. Mas levando-se em conta que o mal atinge todo mundo sem nenhuma distinção, não basta imunizar comunidades isoladas. Como eu disse antes, há que se distribuir vacinas para todos, indistintamente.

Nesse sentido da necessidade de se imunizar todo mundo e da resistência de alguns mentecaptos, penso que a Organização das Nações Unidas poderia até tomar a atitude de pegar o “magote” de falsos líderes e meter todos no xilindró (ou em hospícios) pelo hediondo crime de genocídio.

A imunização, repito, seria o maior presente de Natal para a humanidade. Mas, é claro, de forma menos generalizante, existem outros objetos de cobiça relacionados a pequenos grupos. No caso do futebol, então, cada torcida tem um desejo latente para o sucesso do seu respectivo time.

Como não posso falar de todos os desejos, me limito aqui aos presentes de Natal pelos quais estão sequiosas as torcidas dos nortistas Galvez-AC e Fast Club-AM: eliminar, respectivamente, os potiguares América e Globo, passar de fase na Série D e depois beliscar uma vaguinha na Série C de 2021.

Para chegar à Série C do próximo ano faltam ao Galvez e ao Fast “apenas” dois confrontos nesse letal sistema de mata-mata. Eliminar dois adversários significa subir um degrau na escada do futebol brasileiro. Lugar onde hoje só estão três clubes do Norte do país: Manaus, Remo e Paysandu.

Resumindo a ópera: para a humanidade, o melhor presente de Natal seria a imunização contra o vírus amaldiçoado. Para as torcidas de Galvez e Fast, um ótimo presente seria a eliminação do América e do Globo, num primeiro momento, e depois a ascensão para a Série C. Que assim possa ser!

Francisco Dandao – poeta, escritor, professor e jornalista