Terminou nesta sexta-feira (29) a inspeção da Corregedoria Nacional de Justiça no Tribunal de Justiça do Acre (TJAC). Durante três dias, a equipe percorreu 34 unidades, avaliando serviços administrativos e processos, e trouxe um retrato que mistura elogios e recomendações.
O coordenador da inspeção, desembargador Arnoldo Camanho, resumiu o espírito da correição: “Busca-se cooperar mais do que punir, sugerir mais do que apurar, apontar soluções e indicar o caminho correto a seguir”. Em outras palavras, ninguém está na mira da vara criminal, mas todos estão sob o olhar atento da produtividade e da gestão.
Entre os avanços, Camanho destacou a modernização do TJAC, a implementação do sistema eproc e o esforço da corte para reduzir a burocracia e organizar melhor a estrutura administrativa. O presidente do TJAC, desembargador Laudivon Nogueira, reforçou que cada problema é uma oportunidade de aprimoramento e que o cidadão deve sempre ser prioridade.
Nem tudo, porém, são elogios. A inspeção identificou desafios importantes: acordos de precatórios emperrados, atrasos em perícias, plantões que precisam se alinhar às normas do CNJ e pautas virtuais ainda fora do padrão do Código de Processo Civil.
Ao final, Camanho reforçou seu reconhecimento ao trabalho de magistrados e servidores: “O TJAC é merecedor do respeito da Corregedoria Nacional pelo empenho de todos. É esse compromisso que demonstra a busca por uma Justiça mais rápida e eficiente”.