Tudo piora com o novo (?) governo de Temer para estados como o Acre

gov-em-brasilia1

da AgGov:

Tião Viana participa de encontros com governadores na Câmara e no Senado

 

(…)

No Senado Federal, foi discutida a crise federativa e solicitado que o senador intervenha na liberação de um auxílio por parte do governo federal aos estados. Só para os do Norte e Nordeste, esse auxílio está previsto em torno de R$ 7 bilhões, representando parte das perdas recentes nas transferências do Fundo de Participação dos Estados (FPE).

No último acordo dos estados com o governo federal, São Paulo, Espírito Santo, Rio de Janeiro e Minas Gerais ficaram com 87% do total dos benefícios da renegociação das dívidas.

(…)

Em seguida, o governador tratou das obras de recuperação da BR-364 com o diretor-presidente do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit),  Walter Silveira. “Fui solicitar que o Dnit inicie os trabalhos urgentemente na BR-364. Estamos entrando no período chuvoso e não podemos correr o risco de o tráfego ser interrompido”, disse o governador.

Perdas de receitas e repasses

O secretário de Estado da Fazenda, Joaquim Manuel Macedo, acompanhou o governador em Brasília e destacou que a  perda de receita permanente está causando um impacto profundo na economia. Isso tem dificultado o pagamento das despesas correntes, inviabilizando que sejam feitos novos investimentos. O secretário destacou que o Acre busca formas alternativas para superar a crise. Segundo ele, há um grave custo de Previdência no Brasil que requer um estudo detalhado.

“Apesar do momento difícil, o Acre tem  conseguido honrar seus compromissos, principalmente com o pagamento do servidor público, diferentemente de outros vinte e dois estados, onde salários estão parcelados ou atrasados”, disse Macedo.

Governadores se reuniram com Temer

A última audiência dos governadores foi com o presidente da República, Michel Temer, quando os gestores relataram a crise vivida nos estados.

Temer assumiu o compromisso de ainda na noite de terça-feira se reunir com os ministros da Fazenda, Henrique Meirelles, do Planejamento, Diogo Oliveira, e com a secretária do Tesouro, Ana Paula Vescovi, para estudar e apresentar uma proposta de ajuda aos estados.

“Foram audiências muito boas. Espero que os resultados também sejam bons, pois a União não pode virar as costas para os estados, haja vista que a crise vivida é reflexo de muitas medidas adotadas em nível federal”, salientou Tião Viana.