Marcenaria: um setor que saiu da marginalidade e hoje ajuda a construir o PIB do Acre

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Governador Tião Viana, que apostou no fortalecimento do setor e na sua regularização (fotos: secom)

A história de um setor marginalizado e que atualmente contribui e muito para o desenvolvimento do Estado.

Mas antes seus protagonistas viviam às turras com a fiscalização e a polícia ambiental.

Até que…

[Copiada da Ag Of Gov AC]

Quando o primeiro encontro de marceneiros do Acre foi realizado em abril de 2011, os ânimos não foram dos melhores. A categoria, que se sentia desvalorizada, não conseguia as licenças para trabalhar. Agora, nesta terça-feira, 1, em Cruzeiro do Sul, ao abrir o III Encontro de Marceneiros do Acre, o governador Tião Viana comemora junto aos empresários as conquistas do setor, que hoje conta com a impressionante marca de 92% de todos os marceneiros do estado licenciados.

O Acre tem cerca de 400 marceneiros. A gigantesca maioria beneficiados por um projeto implantado ainda nesta gestão em que as licenças de trabalho foram expandidas pelo governo a custo zero. “Porque a democracia é alimentada pela participação. E o que vocês fazem aqui é isso. Ouvimos vocês em 2011 e agora o resultado está aqui, com uma atividade que só se fortalece”, disse o governador.

O secretário de Floresta, Indústria e Comércio, Edvaldo Magalhães, lembrou que o governo investiu ao todo R$ 54 milhões no setor marceneiro, além da construção de novos parques industriais. “Nós entregamos dez parques industriais e dez polos moveleiros, e outros estão prestes a sair. Esse governo construiu 95 galpões modernos em todo o estado para a atividade moveleira”, ressalta Edvaldo.

Outra das grandes conquistas do setor foi o Programa de Compras Governamentais, que valoriza em primeiro lugar a movelaria acreana, e beneficiou diretamente esses marceneiros, do pequeno ao grande. Só na região do Juruá, o governo do Estado comprou cinco mil carteiras escolares pelo programa, incentivando ainda mais a economia.

(…)

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Secretário Edvaldo Magalhães, que uniu o setor madeireiro do Estado

Até que…

O governador Tião Viana resolver dar uma guinada de 180 graus na condução desse setor que é fundamental para o crescimento econômico do Estado.

Ou seja, a Floresta do Acre é o seu maior patrimônio e o setor madeireiro era o mais monitorado –  perseguido, até – pela teia burocrática estatal e e-co-ló-gi-ca, que os mostrava para o mundo comercial como verdadeiros piratas da riqueza acreana.

Muito bem.

Sem ferir as regras, o governo começou um trabalho de conhecer o setor.

Isso mesmo!

O secretário Edvaldo Magalhães, nos seus primeiros meses de Sedens visitou e conversou com todos os marceneiros de Rio Branco e dos municípios.

Seis da manhã lá estava Edvaldo numa serraria conhecendo o dono e vendo o trabalho desenvolvido e suas dificuldades.

Um raio-X completo do setor foi feito.

Resultado:

Essa categoria acaba de realizar seu III Encontro em Cruzeiro.

Completamente vitorioso.

Um feito que demorou três governos da Frente Popular para acontecer.

E hoje a realidade é outra.

Há uma relação de confiança entre o Estado e o setor que só ajuda a economia do Acre.

E sem que as leis sejam desrespeitadas.

Pelo contrário.

Todo mundo legalizado e produzindo dentro das normas estabelecidas do ambiente.

(…)

-Em abril de 2011. tivemos aquele gargalo de desabafos. Agora, aqueles 300 marceneiros em situação irregular são hoje 300 empresários que geram renda para este estado, diz Marcos Junior, presidente da Associação de Cooperativas do Acre.

(…)

‘300 foras-da-lei’ transformados em empresários produtivos do Acre.

Precisa falar mais alguma coisa?

Não, né.


 

Arraial cultural 

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Foto: secom

Taí uma coisa que é a cara do Acre.

E que tem tudo a ver com a nossa cultura.



Lenine

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Foto: Twitter AndreaZilo

Um dos melhores cantores (compositor) do Brasil fez show na noite de terça, na Concha do Canal.

Não é todo dia que no Acre aparece um artista de alta qualidade.

Aliás, demora – e muito – aparecer…

Lenine não ficou só em Rio Branco.

Conheceu um pouco do Acre.



Petrobras – 500 mil barris ao dia do Pré-Sal

 

E vem muito mais por aí.

Imagina os tucanos administrando esse tesouro…

Eles entregariam tudo à Chevron, dos EUA.

Vídeo – 30s


20 anos do Plano Real (Salário Mínimo da Dilma é 72% maior que no final do governo FHC)


O aniversário do real e o valor do dinheiro. Dinheiro real, aquele que você recebe 

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Autor – Fernando Brito

Tijolaço

Os jornais publicam  matérias mostrando que a nota de 100 reais, lançada no Plano Real, por Fernando Henrique Cardoso, hoje vale apenas R$ 22.

É verdade.

A inflação, claro, come o valor do dinheiro.

Então, este humilde blogueiro, que tem mania de fazer conta, foi lá na “Calculadora do Cidadão” do Banco Central ver como foi este processo de desvalorização.

E fez a conta para saber quanto aquela nota perdeu em cada governo.

Mas não esqueceu de fazer a outra conta, tão importante ou mais, que é a de quanto dinheiro (o de papel e o verdadeiro, que é o seu poder de compra) recebe.

Acompanhe com atenção.

A azulada pelega de 100 de FHC, em fevereiro de 2002, oito anos depois de sua estréia, tinha sido vítima de uma inflação de 143,3%.

Para comprar o mesmo que 100 reais de 94,  seriam precisos 243, 29 reais.

A nota de 100, portanto,  valia  41,11 reais.

No governo Lula, aqueles R$ 41,11 também perderam valor, é claro.

Até fevereiro de 2011 – iguais oito anos – a inflação pelo IPCA foi de 65,37%.

E a cédula de R$ 100, que já começou este período valendo R$ 41,11, desvalorizou-se para R$ 24,85.

No governo Dilma, com a inflação de 19,74% acumulada até fevereiro e mais 6% de inflação estimada até fevereiro de 2015, a perda será de 27,1%, aproximadamente.

O que faria aquela nota de R$ 100, que FH transformou em R$ 41, que baixou com Lula a R$ 25, vá chegar, ao final do período Dilma, valendo R$ 19,56.

Se eu fosse fazer uma conta desonesta – não sei onde já se viu fazer contas desonestas na imprensa brasileira, né? – poderia dizer que Fernando Henrique tirou 59 reais da nota, ou R$ 7,37 por ano, enquanto Lula tirou bem menos, 26 reais ou R$ 3,66 por ano, e Dilma, em quatro anos, perto de R$ 4,50, ou R$ 1,10 por ano.

Mas não é assim que se avalia, exceto quando se quer fazer comparações desonestas.

O certo é dizer que FHC fez a nota perder 59% de seu valor, ou 6 por cento ao ano, em oito anos.

Que Lula assistiu a uma redução de 39,4% do seu valor, em oito anos, o que dá  4,2% ao ano.

E que Dilma a viu reduzir-se em  21,3%, ou 4,9% ao ano, em quatro anos.

Um pouco acima de Lula, bem abaixo de FHC.

Agora, a trajetória do dinheiro real, para milhões de trabalhadores, aposentados, pensionistas e avulsos: o salário mínimo.

No final do Governo FHC ele era pago com duas daquelas notas de cem reais que, como vimos, valiam R$ 41,11. Então, em valor deflacionado, valia R$ 82,22.

A história de que Fernando Henrique deu ganho real ao salário mínimo está apoiada precariamente no fato de ele ter “herdado” quatro meses de salário a R$ 80, fixado por ele mesmo no finzinho do Governo Itamar Franco.

Já no final do Governo Lula, em 2010, o salário mínimo era de R$ 510, ou pouco mais que cinco notas de cem. Como, no fim deste período, cada uma destas notas tinha valor real de R$ 25, isso equivalia, em dinheiro “forte” do início do real a R$ 127, 50, ou 55% mais do que aqueles R$ 82,22 que Fernando Henrique deixou como herança.

E com Dilma, o que temos hoje?

O salário mínimo passa de sete notas de cem: 7,24 delas, precisamente. Como cada uma delas valerá R$ 19,56, isso dá R$ 141,61, sempre naquele “real forte” do início do plano.

Em percentagem: 11% mais que no final do Governo Lula e 72% mais que no final do Governo Fernando Henrique.

Esta é a verdadeira medida do poder de compra.

Não apenas o da moeda, mas o da moeda que se recebe.

O que, no caso de quem trabalha, chama-se salário.

Mas salário não é santo do altar dos nossos economistas, mais devotos do “santo tripé” macroeconômico, não é?


Por hoje, FIM