2021: Fim do auxílio emergencial joga milhões na pobreza

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E sem vacina contra o covid-19! – J R Braña B.

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Em Rio Branco a pobreza crescente é visível – fila para receber o auxílio emergencial criado pelo Congresso Nacional

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RIO – Sem o auxílio emergencial e com uma inflação desigual, que pesa mais no bolso de quem ganha menos, a pobreza vai superar os níveis de 2019 já no começo deste ano.

Somente o corte do benefício à metade em setembro, quando passou de R$ 600 para R$ 300, e a inflação, que foi o dobro para as faixas de renda mais baixa, jogaram 11,6 milhões na pobreza desde agosto, de acordo com cálculo do economista e pesquisador da Fundação Getúlio Vargas (FGV) Daniel Duque, obtidos com exclusividade pelo GLOBO.

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O sociólogo Rogério Barbosa, professor do Instituto de Estudos Sociais e Políticos (Iesp) da Uerj, calcula que, sem o auxílio emergencial, a parcela de pobres já chegaria a 30,8% da população. Este número, diz o pesquisador, é uma prévia do acontecerá neste início de ano, só que com mais intensidade. Sem o auxílio, o número de pobres sobe de 50,6 milhões para 65,2 milhões:

— Ainda tem um componente sazonal muito grave: janeiro é o mês com mais demissões, e não teremos o auxílio emergencial. No mínimo, a pobreza vai chegar a 30,8% da população.

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