Crônica de Dandão: Comemorações

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Comemorações

 

Francisco Dandão – Dois craques do passado do futebol acreano fazem aniversário neste mês de fevereiro. Falo de Paulo Henrique, meia que vestiu as camisas de Rio Branco e Juventus, entre 1979 e 1996; e de Roberto Ferraz, atacante que defendeu as cores de Inter, Rio Branco e Juventus, entre 1978 e 1987.

Paulo Henrique, cujo sobrenome é Costa de Andrade, nasceu em Rio Branco, no dia 14 de fevereiro de 1964, tendo sido descoberto para o mundo do futebol aos 15 anos, em 1979, depois de ter  sido visto pelo técnico Illimani Suares numa pelada de futebol de salão na quadra do bairro Habitasa.

A ascensão do meia foi meteórica. Eleito pela crônica esportiva como o melhor jogador do campeonato acreano infantil de 1979, no ano seguinte ele foi chamado para jogar nos juvenis. E quando chegou 1982, aos 18 anos, pelas mãos de um técnico chamado Vianinha, ele subiu para o time principal.

Dois outros aspectos são dignos de registro na carreira do Paulo Henrique Andrade. Primeiro: lá pelas tantas ele teve um problema nas articulações, foi diagnosticado como acabado para o futebol, mas deu a volta por cima. Segundo: ele também jogou futebol de salão em altíssimo nível.

Quanto ao Roberto Ferraz, que nasceu em Xapuri, no dia 28 de fevereiro de 1961, na minha opinião ele foi simplesmente um dos três maiores ponteiros direitos da história do futebol acreano (os outros dois, sempre no meu entendimento, foram o Paulinho Rosas e o Bico-Bico).

Ferraz chegou ao Internacional junto com o amigo Brizola. Eles jogavam na categoria infantil do Time do Barbadinho. Fizeram um teste no Saci do Ipase, em 1978, e passaram a alternar partidas nas categorias juvenil e principal. Um ano depois, ele se mudou para o então poderoso Rio Branco.

A ida para o Rio Branco, aliás, só aconteceu por causa de um baile de carnaval. É que Roberto queria entrar no tal baile, mas não era sócio do clube. O presidente Alencar, ao se inteirar do desejo da então jovem promessa, tratou de abrir-lhe as portas e no dia seguinte mandou o contrato pra ele.

Roberto Ferraz amadureceu para o futebol no Rio Branco, onde permaneceu até 1986, sagrando-se campeão acreano três vezes (1979, 1983 e 1986) e duas vezes campeão do Copão da Amazônia (1979 e 1984). Depois disso foi passar o último ano da carreira no Juventus, onde estourou o joelho.

Embora a memória seja um território movediço, cultivo lembranças desses dois caras que jogaram muito, inclusive no mesmo time (o Rio Branco), durante várias temporadas. Um era o arco (Paulo Henrique) o outro era a flecha (Roberto Ferraz). As traves adversárias eram o alvo comum!

Francisco Dandão – poeta, escritor, compositor, professor e tricolor