El País: Nem, da Rocinha, diz como acabar o tráfico: ‘Legalize as drogas’

A entrevista interessante do ex-chefe do tráfico da favela da Rocinha, Nem, ao El País, está publicada hoje no site espanhol em versão português.

Mas esse debate, de descriminalizar ou legalizar as drogas – o Congresso-funcionário-das-empresas-do-BraZil (que se vendeu para derrubar uma presidenta que não cometeu crime) não se interessa em discutir…só discute ações policiais de cinema, como as que atualmente se dão no Rio e em todo o país e que não resolvem em definitivo o problema da violência/tráfico.

Nem está preso numa penitenciária de ‘segura máxima’ em Porto Velho (RO).

A entrevista foi feita pelo repórter Gil Alessi. do El País.

J R Braña B.


No El País

Nem da Rocinha: “Não me arrependo de ter sido traficante. O que você faria no meu lugar?”

Exclusivo: ex-chefe do tráfico na Rocinha fala com o EL PAÍS no presídio de Porto Velho.

Para ele, a intervenção no Rio é mais do mesmo. “Quer o fim do tráfico? Legalize as drogas”


“Peão E2 para E4”, grita Antônio Bonfim Lopes, 41 anos, de dentro da sua cela de 7 metros quadrados na penitenciária federal de Porto Velho, em Rondônia, enquanto move uma peça de papel sobre um tabuleiro feito à mão. O termômetro bate os 30º C e o dia está extremamente úmido, obrigando-o a enxugar as mãos constantemente. Segundos depois a resposta ecoa do outro lado do corredor: “Cavalo B8 para C6”. Assim, jogando xadrez à distância com outro preso como se fosse batalha naval, o ex-traficante mais conhecido como Nem da Rocinha passa boa parte de seus dias na moderna prisão de segurança máxima construída em meio à selva amazônica. Em um duro regime disciplinar que inclui 22 horas por dia dentro de uma cela individual sem TV e apenas duas horas de banho de sol, ele explica que matar o tempo – “e os mosquitos” – é fundamental. A reportagem do EL PAÍS visitou o ex-traficante no início de março na penitenciária onde ele cumpre penas que somam mais de 96 anos por tráfico de drogas, formação de quadrilha e lavagem de dinheiro.

(…)

A entrevista na íntegra aqui


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