Fábio Pontes: ‘A rodovia da destruição’

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Do blog do Fábio Pontes

serra do dovisor
Foto-Fábio Pontes – Serra do Divisor, em 2019

A semana que passou foi de muita ambiguidade e confusão no governo acreano de Gladson Cameli (partido indefinido, outra confusão) no que diz respeito à questão ambiental. Aliás, ambíguo e confuso são os dois atributos da atual gestão em todos os setores. Enquanto na quarta Cameli recebia a visita do vice-presidente, Hamilton Mourão, para mostrar as ações desenvolvidas pelo Acre no combate ao desmatamento que não para de crescer, no fim de semana a agenda com ministros de Jair Bolsonaro (sem partido) foi para tratar de projeto que pode ser visto como um dos mais desastrosos para a proteção da Amazônia – não só a brasileira. 

Ao lado do ministro caçador de unicórnios Ernesto Araújo (Relações Exteriores) e de Rogério Marinho (Desenvolvimento Regional), Cameli cumpriu agenda em sua cidade natal, Cruzeiro do Sul, para tratar do projeto de interligação rodoviária da capital do Juruá – como é conhecida – com a cidade peruana de Pucallpa, departamento de Ucayali.

Caso de fato saia do papel, a rodovia terá seu traçado passando dentro daquela que pode ser considerada uma das últimas áreas mais bem preservadas da Amazônia no continente. E isso não é uma hipérbole. Na Bacia do Rio Juruá também está concentrada uma das maiores concentrações em biodiversidade do Planeta Terra, como atestam estudos científicos. Por ali há espécies ainda desconhecidas pela Humanidade.

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Texto do Fábio Pontes na íntegra, aqui