F. Brito: De onde vêm os paramilitares de Criciúma?

criciumaassalto

Tudo é possível nestes tempos de Brasil do caos – J R Braña B.

paramilitares

Fernando Brito, Tijolaço

A “tomada” do centro da cidade catarinense de Criciúma, esta madrugada, é, obviamente, uma ação de natureza paramilitar, seja pelo planejamento, seja pela coordenação, seja pelo armamento pesado com que os criminosos se exibiram, inclusive uma bazuca.

Os atacantes formavam um grupo de cerca de 30 pessoas – com armas pesadas, capacetes e coletes à prova de balas. Usaram táticas de bloqueio de vias, incendiamento de veículos, formação de bloqueios usando reféns e pela confusão, ao espalhar dinheiro (provavelmente roubado de agências bancárias) pelas ruas.

Estranhamente, todos escaparam e aparentemente ilesos, sem ninguém preso ou ferido.

É evidente que a ação teve um objetivo político, para semear o pânico que ajuda o discurso belicista, embora só uma pessoa completamente sem noção ache que o “armamento da população” vá evitar ataques assim.

Ou será que alguém imagina que o senhorzinho de bermudas, saindo de casa com seu “38” vai fazer frente a um bando destes?

Santa Catarina, como se sabe, é o centro dos clubes de tiro do Brasil, nos quais não se treina apenas pontaria, mas ações de impacto e de assalto em grupo como as que se passaram na cidade catarinense.

Óbvio que não se está acusando nenhum deles, mas paramilitares têm origem em organizações armadas e estes de Criciúma não se pareciam em nada com traficantes de favela, como a gente viu tantas vezes.

Se quiserem procurar tropas de assalto, procurem onde elas são preparadas para isso.