Estadão: Misantropia bolsonarista…

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Trechos de editorial do jornal ‘O Estado de S. Paulo’, que oestadoacre reproduz nesta segunda-feira

EDITORIAL: Quando um projeto favorece mulheres pobres, os vetos de Jair Bolsonaro chegam a ser até naturais, para horror da sociedade civilizada

-O presidente vetou praticamente na íntegra o Programa de Proteção e Promoção da Saúde Menstrual, que prevê a oferta gratuita de absorventes e outros cuidados de saúde menstrual a pessoas vulneráveis. É mais um sintoma de que a sua flagrante insensibilidade beira a sociopatia.

-A pobreza menstrual é uma conjugação das faltas de informação, de produtos menstruais (absorventes ou medicamentos específicos) e de infraestrutura de saneamento. Pelas estimativas da ONU, um em cada quatro estudantes no Brasil já deixou de ir à aula durante a menstruação.

-Estima-se que adolescentes em situação de pobreza menstrual percam até 40 dias de aula por ano. Além da defasagem escolar, as dificuldades de higiene básica podem causar danos à saúde física e mental, afligindo também pessoas em situação de rua ou encarceradas.

-Segundo as autoras do projeto, o programa beneficiará cerca de 5,6 milhões de pessoas em situação de pobreza menstrual, a um custo estimado entre R$ 84 milhões e R$ 119 milhões, a depender do alcance, com recursos do SUS e do Fundo Penitenciário Nacional (Funpen).

-Apesar disso, Bolsonaro justificou o veto argumentando, sem base na realidade, que o programa não indica ‘fonte de custeio ou medida compensatória’. O presidente usa responsabilidade fiscal como desculpa para inviabilizar projetos que favorecem minorias que ele tanto despreza.

-A única explicação é sua patológica falta de empatia com o sofrimento alheio, nesse caso agravada por indisfarçável misoginia. Se a insensibilidade de Bolsonaro em relação a pobres e doentes é patente, seu desprezo por mulheres já faz parte do anedotário da desfaçatez política.

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Em tempo: misantropia: ódio pela humanidade… – oestadoacre