Por Francisco Dandão – João Roberto Braña, proeminente jornalista acreano, natural de Sena Madureira, criador do site oestadoacre.com e torcedor emérito do glorioso Fluminense das Laranjeiras, me manda notícias da finalíssima do campeonato municipal da referida cidade, realizada no domingo passado.
De acordo com o relato do João Roberto, de cuja amizade eu tenho o privilégio de desfrutar, a final do campeonato do citado município foi disputada pelas equipes do Florentino e do Cafezal. Melhor para este último, que foi mais eficiente na disputa das penalidades, vencendo por 4 a 2.
Faz tempo que eu não vou a Sena Madureira. Tanto tempo que eu nem sei quanto. Dessa forma, não sei qual é a qualidade da bola que se joga lá nesse presente. O que eu sei é que ali já se praticou um futebol de altíssima qualidade. Exemplo disso são os craques que romperam as suas fronteiras.
No dia em que eu conversei com o Braña, lembrei de dois caras oriundos daquelas paragens que deixaram as suas marcas no futebol da capital e até de outros lugares do mundo. Falo do volante Isaac e do atacante Doka Madureira. Quem viu esses dois em ação sabe o quanto eu tenho razão.
O Isaac, depois de jogar no Grêmio lá de Sena, se mudou para Rio Branco para estudar. Nas horas vagas batia umas peladinhas. E aí logo foi visto pelo treinador Aníbal Honorato, que o levou para o Independência, onde bastaram poucos treinos para ele ser requisitado para o time principal.
Já o Doka Madureira, este, depois de umas temporadas jogando no Rio Branco, da capital do Acre, ganhou o Brasil e o mundo, demonstrando sucessivamente sua arte em clubes como o Goiás-GO, o Litex Lovech (da Bulgária), o Istanbul BB (da Turquia) e o Ankaragücü (da Turquia).
E teve também outros grandes jogadores que preferiram brilhar mesmo só dentro da sua aldeia. Casos de (vou lembrando enquanto escrevo) Nelson Sales, Hermano, Rominha, Manoel Cajá, Ferrrugem, Neno, Aurino, Bode, Deusdeth, Sitônio, Galego… Um monte de sujeitos bons de bola.
Fora esses citados, o Braña me falou de um que seria melhor do que todos. Na versão do Braña, que também andou dando as suas pernadas e marcando seus golzinhos, o maior de todos os jogadores de futebol de Sena Madureira, o craque da prateleira de cima, foi um meia de nome Admo.
“O Admo”, disse o Braña, “poderia ter jogado em qualquer time do Brasil. E teve até muitos convites para jogar nos times de Rio Branco. A questão é que ele foi sempre deixando para depois. Um depois que jamais chegou.” É isso. Se o Braña disse, eu é que não vou duvidar. Never, never!